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O LIVRO APÓCRIFO DE ENOQUE

 

O livro apócrifo de Kanoch (Enoque) tem origem a partir do nome do personagem cuja biografia aparece em Gênesis 5:21-24:

‘Quando Enoque completou 65 anos, gerou Matusalém. Enoque andou com Deus. Depois do nascimento de Matusalém, Enoque viveu 300 anos e gerou filhos e filhas. Toda a duração da vida de Enoque foi de 365 anos. Enoque andou com Deus, depois desapareceu, pois Deus o arrebatou’ – ARA

A tradição trinitariana (do paganismo greco-romano) dá tanta importância à essa pessoa por dois fatos citados na passagem acima: 1) Enoque andou com Deus e 2) Deus o arrebatou.

Dizem: “Quando terminou a sua vida Deus o ‘tomou consigo’. Usa-se o verbo hebraico ‘laqah’, o mesmo usado para descrever a subida de Elias para os céus no carro de fogo (II  Reis 2:11). Trata-se de um ser assunto na comunhão plena com Deus. Esse é o destino do homem justo, que durante a vida caminha intimamente com o seu Criador. É por isso que Henor entra na tradição bíblica posterior como um emblema para todos fiéis. Assim escreve Sirácide (Eclesiástico) 44:16; 49:14 – Enoque agradou ao Criador e foi arrebatado, exemplo de conversão para as gerações. Ninguém sobre a terra foi criado igual a Enoque, ele que foi arrebatado da terra. Lucas o insere na genealogia de Yaohu’shua (3:37) e a Carta aos Hebreus 11:5 lembra a sua fé exemplar: Foi pela fé que Enoque foi arrebatado, a fim de escapar da morte; e não o encontraram, porque Deus o arrebatou. Antes de ser arrebatado, porém, recebeu o testemunho de que foi agradável a Deus”.

A Sã Doutrina unitariana:  

‘Kanoch era de 65 anos quando lhe nasceu Methuselah. E os 300 anos que viveu depois, passou-os em comunhão com YAOHUH. E teve filhos e filhas. Então, quando contava 365 anos de uma vida sempre em contato com o Criador, morreu, porque UL o separou para si’! ESN – Escrituras Sagradas segundo oNome (EUC – Edição Unitariana Corrigida by CYC).

E, citando a VERDADE (não manipulada como nas ‘almeidas’) em Hb 11:5, 13 temos que realmente Kanoch andou em comunhão com o ETERNO e por isto, o Criador o separou (ele morreu na Verdade; naquele momento de sua vidam a Vida Eterna – tema de Hb 11 – estava lhe garantida) para si: Pela fé Kanoch foi levado para não experimentar a morte[1]; um dia deixaram de o ver porque UL o tinha levado. Isto aconteceu porque antes lhe foi mostrado que agradava a YAOHUH; … Todas estas pessoas [citadas nos vs anteriores, inclusive Kanoch] viveram na fé e morreram sem terem visto o cumprimento das promessas; mas, foi como se as vissem de longe, e crendo nelas, aceitaram-nas. Eles reconheciam que aqui na terra eram estrangeiros, vivendo de passagem’. (leia os vs 38, 40).

A fama de Kanoch

A fama de Kanoch se propagou de tal forma, no judaísmo, que com o seu pseudônimo apareceu o mais conhecido – hoje –  entre os textos apócrifo do Antigo Testamento, conhecido como ‘Livros de Enoque’, que chegaram até nós; um em versão etíope e outro numa tradução eslava (um terceiro, na versão hebraica) e por serem diferentes uns dos outros indica que não são realmente um livro ‘antediluviano’, mas sim ‘livros’ que apenas usaram o nome de Kanosch para darem credito às suas ‘revelações’, a EXEMPLO da parábola do Rico & Lázaro, citando “Abraão”…

O fato de ter sido “arrebatado”, deu origem a uma tradição muito forte ao longo da história do cristianismo paganizado pelas doutrinas gregas (céu, trindade, nascimento virginal, santos, etc). Essa tradição retinha que Kanoch foi o primeiro homem sábio, que inicia a arte da escritura [antes do dilúvio] e recebe revelações celeste concernentes a segredos do universo e os transmite às gerações seguintes. Acreditava-se que ele tinha grande sabedoria científica, a qual adquiriu graças às viagens aos céus [Jo 3:13], guiados por anjos.

É importante observar que na Carta de Yau’dah nos versículos 14 e 15, a citação é da versão etíope do livro de Enoque: “Foi desses que falou, em Shuam (Nome) de UL, Kanoch, o sétimo descendente de Adan, dizendo: ‘Olhem que UL há de vir, acompanhado de multidões dos seus santos, para exercer o seu julgamento sobre todas as pessoas e condenar aqueles que desprezam YAOHUH, por todas as obras más que cometeram na sua rebeldia, e que dizem como pecadores que são, toda a sorte de palavras ofensivas contra YAOHUH’”.

Os livros de Kanoch

Existem, como vimos, 3 livros chamados de Enoque.

  1. Enoque Etíope, chamado normalmente como Livro de Enoque
  2. Enoque Eslavo, também conhecido como Apocalipse de Enoque ou Segredos de Enoque
  3. Apocalipse Hebraico de Enoque

Enoque Etíope

É chamado assim porque chegou até nós em língua etíope (na verdade uma antiga língua da Etiópia, chamada ge’ez). A primeira parte, dos capítulos 1 até 36 é chamada Livro dos Vigilantes. A segunda parte (capítulos 37-71) é conhecida como Livro das Parábolas. A terceira, dos capítulos 72 a 82 é chamada de Livro da Astronomia. A quarta parte, chamada de Livro dos Sonhos, é composta pelos capítulos 83-90. E finalmente, a quinta parte (91 – 104) é chamada de Carta de Kanoch. Os capítulos 105-108 formam a conclusão e, às vezes, são chamados de Apocalipse de Nokh.

O livro de Enoque e o Cânon Bíblico

O livro não aparece nem na lista dos livros considerados inspirados pela Bíblia Hebraica e nem pela Bíblica Cristã. Embora apareça, como vimos, citado no Novo Testamento e em vários ‘pais’ da Igreja, o livro não foi considerado inspirado [para ser inspirado, não pode conter contradições com outros textos inspirados]. Fragmentos desse texto foram encontrados nas grutas de Qumran, mas quando os judaicos definiram o próprio cânon, não incluíram-no na lista. Os cristãos, cujo cânon se baseia na Setenta (Tradução grega do Antigo Testamento) – para os católicos, ou no cânon hebraico – para os protestantes – não consideram o livro como canônico porque não está presente nem na Setenta nem na lista da Bíblia Hebraica. A Igreja ortodoxa cristã Etíope (que se desligou da Igreja Ortodoxa Copta, em 1956), no entanto, considera esse livro inspirado e ele se encontra na sua bíblia, desde o sec. IX d.C. Mas a Igreja Ortodoxa (Copta), não o aceita…

Conteúdo do livro de Enoque

A primeira parte fala de anjos infiéis e de viagens que Kanoch realiza ao céu [leia Jo 3:13 – os pentecostais adoram este livro porque se Enoque – assim como Elias e Moisés – subiu/foi aos céus, então sua doutrina pagã de ‘ir para o céu’ é ‘verdadeira’. Assim como a salvação TAMBÉM de pessoas que foram para o ’inferno’ (por isto usam a parábola do Rico & Lázaro)], com os arcanjos e outros personagens. A segunda parte fala sobretudo do juízo, sobretudo contra os ímpios e os reis da terra. A terceira parte fala do calendário (astrologia, magia, feitiçaria, etc – tudo condenado nas Escrituras; Is 8:19-20 cf. Dt 18:9-12) que parece ser muito presente na comunidade de Qumran, onde foram descobertos os escritos do Mar Morto. A 4ª parte, são contos de Kanoch a Matusalém sobre seus sonhos. E, para concluir, Kanoch anuncia o castigo para os pecadores e exorta os justos.

Por que foram excluídos da Bíblia?

Na verdade não se trata de uma exclusão, mas de uma “não-inclusão”. Embora fossem muito populares, esses livros nunca fizeram parte da lista oficial da Bíblia, do que nós chamamos Cânon Bíblico.

O principal critério para incluir um livro nessa lista de livros “escolhidos” é o juízo que tal livro teria sido inspirado pelo Criador e como Ele não erra, nenhum escrito pode trazer contradições entre si. Embora os cânons bíblicos (bíblia hebraica, igreja protestante e igreja católica) sejam diferentes, todos se baseiam nesse fundamento. A tradição, resumindo, julgou que Kanoch não é um livro inspirado e por isso não foi incluído na Bíblia. Ele não foi tirado da Bíblia, mas não foi incluído.

Se Yau’dah utilizou o livro de ‘Enoque’, por que ele não faz parte da Bíblia? A passagem que costuma levantar dúvidas está em Jd 1:14: “Foi desses que falou, em Shuam (Nome) de UL, Kanoch, o sétimo descendente de Adan, dizendo: Olhem que UL há de vir, acompanhado de multidões dos seus santos”. Se lermos atentamente toda a epístola, veremos que ele não fala de nenhum “Livro de Enoque”, mas só menciona o que Kanoch disse. Como estamos lendo uma carta inspirada pode muito bem ter sido que Yau’dah recebeu esta informação por revelação direta de UL. Yau’dah não diz que utilizou o ‘livro de Enoque’ ou que tenha obtido sua citação de um tal livro. Ele simplesmente disse que Kanoch profetizou algo, mas como ele soube disso não nos é dito… E, se esta citação está em ’tal’ livro, quem nos garante que ela não tenha sido colocada lá, mais tarde ou que esta citação era corrente na tradição oral e por isto também incluída neste apócrifo?

Os livros que chamamos de canônicos eram os utilizados pelos cristãos no início da Igreja e também considerados por eles como inspirados; uma decisão certamente inspirada, pois sem a qual, aqueles irmãos do passado não saberiam discernir. Se vc ler atentamente tal ‘livro’, verá umas duas dezenas de incongruências com o ensino geral das Escrituras; e, somente quem o lê com sua mente pré-concebida – tomada por falsas doutrinas – pode ver nele, algo útil para a nossa Salvação! Portanto se você quiser ficar seguro quanto à sã doutrina, permaneça dentro daquilo que foi revelado pelo Criador –  II Tm 3:16 –  em Seus livros inspirados que você tem aí mesmo, em sua Bíblia.

Confiar em registros “científicos, históricos ou arqueológicos”, que mudam com cada nova descoberta, ou em textos que não passaram pelo crivo de irmãos do início da igreja, que sabiam quais circulavam entre as assembleias e quais eram incongruentes com a doutrina, colocará você em um terreno pantanoso. Hoje, temos milhares de denominações – cada uma com um credo próprio – justamente porque cada um lê as Escrituras segundo os seus ‘eu acho’; indo de encontro com a Palavra que diz: “Como está Escrito?”. E cada vez que encontram um apócrifo ou ‘estudo’ que CONFIRMA suas crenças esdruxulas, o adotam ou o indicam…

Existem muitas provas da inspiração dos livros que temos na Bíblia, seja no Antigo ou no Novo Testamento. Neste você descobre detalhes que seriam impossíveis de ser conhecidos por qualquer um dos autores usados pelo Criador, Yaohu’shua. Coisas que ocorreram quando não tinha mais ninguém por perto para relatá-las, ou que envolviam os sentimentos do Criador, em carne, ou a opinião que Ele próprio tinha de alguém. Por exemplo, como Lucas iria saber que Zochar’yah e Oliza’bohay “eram justos aos olhos do ETERNO” (Lc 1:6), se o próprio UL não tivesse lhe revelado esta impressão? Ou como poderia escrever da angústia de Yaohu’shua e as palavras de sua oração no Monte das Oliveiras quando Ele orou sozinho? Ou de seu suor, como gotas de sangue e do anjo que o confortava, se os discípulos estavam dormindo e ninguém mais viu aquilo? (Lc 22:40-43). Tudo isso está naquele evangelho mas geralmente lemos sem prestar atenção suficiente para perguntar: Como é que Lucas sabia?!

Veja que interessante estas duas citações de I Tm 5:18: “A Escritura diz: ‘Não amordace o boi enquanto está debulhando o cereal’, e ‘o trabalhador merece o seu salário'”. Sha’ul cita uma passagem do Antigo Testamento e outra de Lucas 10, chamando ambas de “A Escritura”, termo comumente usado pelo Criador e pelos discípulos para se referir à Palavra do ETERNO. Sha’ul, que escreveu pouco depois de Lucas, já atribuía ao seu texto o status de Sagradas Escrituras. E Kafos, no capítulo 3 de sua segunda carta, chama de “escrituras” também as cartas de Sha’ul. Quem diz crer em Yaohu’shua afirma crer também na Bíblia como a inerrante Palavra do ETERNO. Afinal, como você teria conhecido Yaohu’shua se não fosse pela revelação feita aos quatro evangelistas e confirmada pelas epístolas dos apóstolos?

Existe hoje um “Livro de Enoque” apócrifo, mas sabemos que foi escrito poucos séculos antes da era cristã por alguém que queria se passar por Kanoch ou que fez uma compilação de lendas e tradições atribuídas a Kanoch. Ou pode até ter sido escrito [em alguma copia posterior] depois de Yau’dah escrever sua epístola e seu autor ter se apropriado da citação feita por Yau’dah, não sabemos. Mas não existe qualquer evidência de que Kanoch tenha deixado um livro que teria escapado das águas do dilúvio para chegar aos nossos dias. Muitos — talvez a maioria — nunca leram todos os livros inspirados da Bíblia e já estão querendo se ocupar com apócrifos (existem dezenas deles). Minha sugestão sempre é: Depois que você terminar de ler e entender tudo o que a Bíblia diz, aí pode dar uma espiadinha nos apócrifos. Se sobrar tempo, evidentemente; e, se você realmente estiver fortalecido na Verdade para que não caia nas garras de satan.

Nota de o Caminho: HOJE, o ‘livro de Enoque’ é usado pelos pentecostais [adoram a parte que fala da cópula entre ‘anjos caídos’ e mulheres humanas; e, sobre ‘ir para o céu e salvação para ímpios], pelos espíritas [anjos, espíritos desencarnados] e pelos ufologistas [usam-no para provar a existência de seres de outros planetas que vieram aqui – em seus ‘carros de fogo’ – para purificar/fazer evoluir a raça humana primitiva] e mais recentemente pelos utópicos terraplanistas [usam este livro TAMBÉM para provar que a Terra é plana: ‘somente quem aceita que a Terra é plana, compreende o livro de Enoque’, dizem eles, com seus ‘luminares’]. E todos, por crerem na doutrina pagã de ‘ir para o céus’, ficam maravilhados com esta ‘leitura’ apócrifa!

By Mario Persona

 

Os Escritos

O livro de Enoque (também chamado 1 Kanoch; grandemente conhecido pela sua versão em etíope e mais tarde pelas traduções gregas dos capítulos I-XXXII, XCVII-CI e CVI-CVII, bem como de algumas citações importantes feitas por Jorge Sincelo, autor bizantino, teria sido escrito por Kanoch, ancestral de Noé, contendo profecias e revelações.

Em Qumram, foram encontrados na Gruta 4, sete importantes cópias que foram atestadas pela versão etíope. Estas cópias embora que não idênticas na totalidade foram encontradas em conjunto com cópias do Livro dos Pequeninos referenciadas no capítulo IV do Primeiro livro de Enoque.

As cópias de Qumram foram catalogadas com as referências 4Q201-2 e 204-12 e fazem parte da herança deixada pela comunidade Nazarita do Mar Morto, em Engedi.

Composição

Segundo Nickelsburg e Vanderkam a composição dos primeiros capítulos aconteceu a partir do terceiro século antes de Cristo. Neste livro, nota-se materiais retirados dos cinco livros de Moisés. R.H. Charles cita o seguinte exemplo:

Dt 33:2 – Disse pois: o CRIADOR veio do Sinai, e lhes subiu de Seir; resplandeceu desde o monte Parã, e veio com dez milhares de santos; à sua direita havia para eles o fogo da lei.

1 En 2:9 – Eis que é vindo o Criador com milhares de seus santos; para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.

Datação dos manuscritos

A datação paleográfica datou estes documentos de Qumram entre 200 a.C. e o fim do primeiro século da era cristã. O livro de Enoque consiste em cinco seções distintas:

  1. O Livro dos Vigilantes (1 Kanoch 37-71) 200 aC – 100 aC
  2. O Livro das Parábolas de Kanoch (1 Kanoch 37–71) 50 aC – 200 dC
  3. O Livro Astronômico (1 Kanoch 72–82) 200 aC
  4. O Livro dos Sonhos (1 Kanoch 83–90) 150 aC
  5. A Epístola de Kanoch (1 Kanoch 91–108) 170 aC

Conteúdo da versão aramaica de Qumram

Existem muitos excertos aleatórios no livro que estão descontextualizados ou simplesmente não fazem sentido. Fazendo uma breve referencia ao conteúdo dos excertos que fazem sentido no livro, estes resumem-se da seguinte forma:

4Q201 – Enumera os nomes em aramaico dos vinte chefes dos anjos caídos;

4Q204 – Relata o milagroso nascimento de Noé cujo paralelismo é notório com o de Gênesis Apócrifo e os fragmentos do Livro de Noé;

4Q206 – Este é o mais divergente com a versão etíope;

4Q209 – Chamado Livro Astronômico, é consideravelmente mais longo que a versão etíope.

Conteúdo da versão etíope (versão copta).

1–36 O Livro dos Vigilantes (ou Sentinelas, ou ainda, Observadores)

37–71 O Livro de Parábolas (também chamado: O Similitudes de Enoque)

72–82 O Livro Astronômico

83–90 O Livro dos Sonhos

91–108 A Epístola de Enoque

Comparação das versões

Existem diferenças notórias, embora que parciais, na estrutura das versões do Primeiro livro de Enoque. A parte astronômica é muito mais desenvolvida na versão etíope que na versão de Qumram. Por outro lado a secção do Livro das Parábolas dá mais ênfase a sua especulação a respeito do Filho do Homem na versão do Qumram do que na versão etíope. Existem outras inúmeras divergências estilísticas, colocadas provavelmente pelos diferentes tradutores que trabalharam as obras na época.

Canonicidade do livro

O livro não foi incluído no cânon da Bíblia judaica, e também na Septuaginta, nem nos livros deuterocanônicos. Embora, Francisco (2003) confirme que uma das mais antigas bíblias coptas, a Bíblia Etíope, admite o Primeiro livro de Enoque. Jerônimo, ao criar a primeira bíblia cristã, a Vulgata, decidiu copiar o Velho Testamento dos judaicos acreditando que eram autênticos o que os judaicos consideravam autêntico. Por essa razão, o livro não faz parte da bíblia cristã.

O Livro de Enoque foi citado na Epístola de Barnabé (16:4) e por muitos dos primeiros pais da Igreja, como Atenágoras, Clemente de Alexandria, Irineu e Tertuliano.

Existem referências possíveis no Novo Testamento ao Primeiro livro de Enoque, entretanto, nenhuma referência é tão evidente como na Epístola de Yau’dah (v. 4, 6, 14). Dom Estêvão Bettencourt julgou que “A epístola canônica de Yau’dah 14 o cita, mas nem por isto o tem como livro inspirado”.

“Kanoch, o sétimo depois de Adão” é uma citação de 1 En 60:8

“Eis que é vindo o Criador com milhares de seus santos..” de 1 En 1:9 (de Dt 33:2).

Atipicamente, “E destes (genitivo) profetizou também Enoque” (Almeida) é “E a estes (dativo) profetizou também Enoque” em grego.

Pode-se também comentar uma certa semelhança entre a descrição da “morada dos mortos”, apresentada no capitulo 22 do Primeiro livro de Enoque, com a ‘parábola do homem rico e Lázaro’, contada por Yaohu’shua em Lucas capitulo 16, nos versos 19 a 31. No entanto, enquanto a descrição do livro de Lucas traz, aparentemente, uma separação entre o “seio de Abraão” (aonde estão as almas dos justos, segundo a doutrina pagã da ‘imortalidade das almas’) e o hades (aonde se encontram as “almas” dos ímpios), a descrição do Primeiro livro de Enoque sobre a morada dos mortos traz quatro cavernas criadas para abrigar as “almas” daqueles que morreram, havendo uma caverna dedicada as “almas” dos justos (aonde jorra um fonte de águas límpidas), e três cavernas separadas a três grupos de ímpios: pecadores que não sofreram sentenças em vida; queixosos que reivindicam justiça por ter morrido nos dias dos pecadores; e homens que não foram justos, pecadores e cúmplices dos perversos.

No Diálogo com Trifão, de Justino Mártir (100-165), Justino é claramente influenciada pelo livro, mas o judeu Trifão se opõe à essa tradição. Júlio Africano (200-245) foi um cristão a contestar a tradicional versão do Primeiro livro de Enoque.

Conforme Elizabeth Clare Prophet (2002), foi o rabino Simeon ben Yohai (120?-170?) quem colocou os judaicos contra o Primeiro livro de Enoque e que isso permitiu a Agostinho observar que a obra não fez parte das Escrituras, com a aprovação dos judaicos.

Como vimos, existem dois outros livros chamados “Enoque”: 2 Enoque, que sobreviveu somente no antigo eslavo e 3 Enoque (na língua hebraica, V e VI sec. d.C.).

Como vimos acima, Jerônimo, encarregado de criar a bíblia cristã Vulgata – de onde procede TODAS as trinitarianas de hoje, como as ‘almeidas’ – , se baseou no princípio “verdade hebraica”, que significava que os livros considerados autênticos pelos judaicos (do Antigo Testamento) eram verdadeiramente autênticos. Por essa razão, o livro de Enoque caiu no esquecimento no Ocidente, até ser reencontrado mais de mil anos depois. O livro de Enoque (Kanoch 1) foi traduzido e publicado no Brasil pela primeira vez em 1982 [adivinhem por qual editora??? Vida – penteco$$$tal].

Sabemos, o livro de Enoque é extremamente polêmico, por abordar questões sexuais e raciais. Uma das polêmicas mais conhecidas –  propalada insistentemente pela CCB (cujas mentes são tão ‘sujas’ que mulheres são obrigadas a sentarem separadas dos homens) – é a de que anjos caídos desceram dos céus para ter relações sexuais com mulheres que consideraram atraentes e geraram gigantes que destruía a Terra. Esta afirmativa de “Enoque” está inculcada em Gn 6:1-4 presente nas trinitarianas pentecostais; veja:

‘Sucedeu que, quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então disse o Senhor: O meu Espírito não permanecerá para sempre no homem, porquanto ele é carne, mas os seus dias serão cento e vinte anos. Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antiguidade.

Mas, lendo em uma Unitariana, não corrompida, temos a Verdade do texto (os filhos de UL são os Seus seguidores, enquanto que filhos do mundo seriam os não seguidores); veja:

‘As pessoas começaram a multiplicar-se na terra. Então, os filhos de UL repararam na beleza das mulheres do mundo, e tomaram para si as que quiseram. E UL disse: O meu rukhah (espírito) não continuará a contender [comigo] e ser desonrado pelo homem, visto que é todo ele mal. Dou-lhe 120 anos de vida. Naqueles dias, os homens eram gigantes e mesmo depois; e, os filhos de UL tiveram relações com mulheres do mundo e os filhos que lhes nasceram tornaram-se poderosos, que foram os heróis de grande fama de que nos falam os relatos da antiguidade’

Outra polêmica é que de acordo com uma passagem, Adão e Eva tiveram filhos negros e diz que Adão era branco; o que indica que Eva era negra…

 

Pérola deliciosa [Mórmons]

No capítulo 7 e 8 do Livro de Moisés, na Pérola de Grande Valor, uma escritura dos Mórmons, a história bíblica de Enoque é contada com ‘mais detalhes’. Essa narrativa é considerada autêntica pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Como resultado, Deus chamou Enoque para ser um profeta para pregar arrependimento ao povo. Ele foi chamado de vidente. O relatório também contém um sermão de Enoque, a quem ele chama de plano de salvação, arrependimento, batismo e Jesus Cristo. Ele também deveria ter visto Deus em uma visão e falado com ele [leia Jo 1:18]. Ele era o líder do povo do SENHOR chamado Sião. Ele e o povo ou a cidade de Sião foram levados para o céu.

 

Kanoch segundo os rabinos

Rashi – um dos maiores comentaristas e intérpretes das Escrituras entre os judaicos – por exemplo, escreveu que “e andou Kanoch – era justo e inocente em seus pensamentos, não sendo acusado em coisa alguma, por isso apressou-se o SENHOR, Bendito seja Ele, em removê-lo desta Terra e matá-lo antes do tempo previsto, e esta é a razão de estar escrito, em relação a sua morte, וְאֵינֶנּוּ, “veeinenu” – pois “não havia mais ele” no neste mundo no propósito de cumprir seus anos de vida, porque לָקַח אֹתוֹ, “laqach otô” – “tomou para si (Deus)” antes do tempo.”.

Em contraste com Rashi, outro comentarista bíblico – Levi ben Gershom – filosofou que “eis a causa a este fato de não ser lembrada a sua morte neste evento, contrariando os outros descendentes seus cujas mortes foram lembradas, insinuando alguma diferença entre ele e as outras personagens bíblicas: ele fez paz com sua alma e chegou a ela em sua perfeição, e as aquelas outras personagens morreram sem vontade, relutantes com a suas mortes.”. Isto significa que Enoque chegou à perfeição em sua “breve” vida, não sobrevivendo mais aqui, mas sendo tomado pelo próprio Deus.”

Os judaicos, de abençoada memória, comentaram que “em todas as situações o sétimo é preferido […] nas gerações: Adam, Seth, Enosh, Kenan, Mehallel, Yered, and Kanoch – e entre estas todas “Kanoch andou com Deus” (Gn 5:24); Entre os patriarcas, o sétimo é o preferido: Abraham, Isaac, Yacob, Levi, Kehath, Amram, e Moisés: e Moisés subiu para Deus (Ex 19:3)” – (Peskita de Rab Kahana: cap. 23).

De acordo com outro midrash, Kanoch esteve entre o seleto grupo dos que entraram no paraíso celeste, indicando os que tiveram esta oportunidade – “nove foram os que entraram em vida no Jardim do Éden celestial, e estes são: Kanoch, filho de Jarede, e Elias (profeta), e o Messias, e Eliezer, servo de Abraão, e Hiram, rei de Tiro, e o servo do rei de Cuxe (Etiópia), e Yaabetz, filho de Rabbi Yehudá o Príncipe, e Batia, filha de Faraó, e Sarah, filha de Asher, e há os que afirmam também que Rabbi Yehoshua ben Levi.”

 

Visão Muçulmana [por serem filhos de ‘Ismael’, eles tem o Escritos do VT, porem com o nome de Alcorão]:

Idris é um profeta no islã. Ele é conhecido na Bíblia como Enoque. No Alcorão ele é o profeta predecessor de Nuh (Noé). Idris é reconhecido por ter aprendido muitas habilidades ou por ter inventado coisas as quais a humanidade atualmente usa como a escrita, a matemática, a astronomia, etc. De acordo com a tradição islâmica, na época de Idris as pessoas tinham se esquecido do ETERNO e então, o mundo, foi por isso punido com a estiagem. Contudo, Idris orou pelos seres humanos e começou a chover, acabando com a estiagem.

De acordo com o livro “The Prophet of God Idris: Nabiyullah Idris” (“Idris o Profeta do ETERNO: Nabiyullah Idris” ), Idris é o nome alcorânico de Kanoch. Ele é mencionado no Alcorão como preferido pelo Criador, que o elevou até Ele (no livro de Enoque da Bíblia, preservado pela comunidade cristã Etíope, pode ler-se que ele foi elevado até o nível da cabeça do ETERNO); Idris pediu para voltar novamente para a Terra, para a região de Gizan (atual Giza no Egito) onde ele ensinou as pessoas a escrever, e descreveu ter visto em sua jornada as nascentes da água (a neve nos topos das montanhas, especialmente nas áreas polares) e os fundamentos por trás da astronomia. Ele descreveu ainda diferentes céus onde ele viu diabos e jins aprisionados e sendo atormentados pelos anjos, alguns deles à espera de punição. Ele é um importante profeta entre Adão e Noé. É possível que se tenha construído pirâmides em reverência a ele, uma vez que esta foi a região onde ele ascendeu novamente ao céu e nunca mais voltou para sua família. É possível que ele seja o verdadeiro homem por trás do mito de Osíris, o deus egípcio.

Há também uma tradição britânica sobre o profeta Idris que afirma que este teria fundado Caer-Idris [colónia ou cidade de Idris], em algum lugar das ilhas britânicas, onde se ensinava astronomia. O nome Idris é hoje comum no País de Gales (uma das quatro nações que constituem o Reino Unido) em memória desse famoso druida (classe da sociedade céltica formada por anciões).

 

O livro de Enoque deve ser incluído no cânone?

Muitas partes do livro de Enoque foram escritas durante os 400 anos de silêncio [da Inspiração] e após os escritores do NT. Portanto, ele deve ser automaticamente rejeitado como não canônico. Este também é o período em que a mística seita judaica dos essênios floresceu e a seita fariseu também ganhou proeminência com sua reinterpretação das escrituras e a multiplicidade de regras religiosas. Não há evidências de que o livro de Enoque existisse antes da redação do Antigo Testamento. Se o livro de Enoque fosse verdadeiramente escrito pelo Profeta Kanoch, seria a parte mais antiga das Escrituras bíblicas; predando os escritos de Moisés, de longe, antes do dilúvio. No entanto, não há menção do livro ou sugestão da existência do livro antes dos 400 anos de silêncio. Também nenhum dos judaicos na era a.C. e no século I d.C. aceitou-os como parte dos escritos do Antigo Testamento. Assim, o livro de Enoque é apenas uma escrita que tem um nome [bíblico] atribuído a ele.

Muitos hoje afirmam que se Yau’dah citou o livro de Enoque (Jd 1:14, En 1: 9), então deve ser canônico (inspirado). No entanto, precisamos fazer algumas distinções aqui:

Nós sabemos que os autores do Novo Testamento fazem citações repetidas de fontes não-bíblicas como verdadeiras. Por exemplo, o apóstolo Sha’ul citou os filósofos pagãos, Cleanthes e Aratus (Atos 17:28) e Menander (I Co 15:33). Ele disse sobre a afirmação de Epimênides, que seu “testemunho é verdadeiro” (Tt 1: 12-13). Obtemos a mesma coisa em II Tm 3: 8, onde Sha’ul diz a Yah’tam os nomes de dois magos no tempo de Mehu’shua, “Yannes e Yambres”, que não é encontrado no antigo Testamento. Isso só mostra que algumas fontes não-integradas podem conter algumas verdades [fatos] nelas também.

Nós também vemos que no Antigo Testamento os israelitas usavam e citavam livros históricos (Nm 21:14, I Rs 11:41, I Cr 27:24, Ec 12:12, Et 2:23; 6: 1). Assim os israelitas obviamente tinha livros canônicos (que eram inspirados), e eles tinham livros históricos (que não eram inspirados). Também vemos que até os profetas pagãos às vezes falam a verdade (Nm 24:17). Então esse ditado [popular] de “Kanoch” foi evidentemente transmitida pela tradição e foi finalmente gravado no “livro de Enoque” em torno do final da era a.C.

 

Agora o livro de Enoque é consistente com a Bíblia?

Vamos começar a ver [comparar] se Kanoch é consistente com as Escrituras ou não… 

En 10:8 atribui todo o pecado do mundo a um demônio chamado Azazel, que não é bíblico. Sabemos, todo o pecado entrou no mundo através de Adão; veja:

En 10: 8-9 – Vigilantes (anjos) revelaram e ensinaram seus filhos. E toda a Terra foi corrompida através das obras que foram ensinadas por Azazel: para ele atribuir todo pecado.

Rm 5:12 – Portanto, assim como o pecado entrou em nosso mundo através de um homem e a morte através do pecado, e assim a morte se espalhou para todos os homens, porque todos são pecadores.

Em En 6:3, Semyaza parece ser listado como o líder dos anjos, que também não é bíblico

Em En 67: 1-3 menciona que os anjos construíram a Arca que é contrária ao que as Escrituras dizem. As escrituras dizem que Noé construiu a arca (Gn 6:14, 22, 8: 6; Hebreus 11: 7).

En 40:7 fala sobre os “satans” – plural. Diferente do que a Bíblia, que dá esse nome para apenas um ser espiritual, maligno. Além disso, afirma que satan não pôde ficar na presença do ETERNO que é contrário ao livro de Jó; En 40: 7-9 – E eu ouvi a quarta voz se afastando dos satans e proibindo-os de vir diante do Criador dos Espíritos (anjos) para acusar os que habitam na terra. Depois disso eu perguntei ao anjo da paz que foi comigo; quem me mostrou tudo o que está escondido: ‘Quem são estas quatro presenças que eu vi e cujas palavras eu ouvi, escutei e anotei?

En 13: 5-6,14: 4-5,7 afirma que os anjos caídos não podem falar com o ETERNO, o que de fato contradiz o próprio livro. Também afirma que os anjos estavam arrependidos, mas não foram recebido de volta pelo Criador.

 

Doutrinas estranhas [ventos de doutrinas seguidas pelos pentecostais], Exemplos:

En 13: 3-7 – E eles (anjos caídos) me pediram para fazer uma petição para que eles possam encontrar perdão, e para ler sua petição na presença do Criador do céu. Pois a partir daí eles não poderiam falar (com Ele) nem levantar os olhos para o céu pela vergonha de seus pecados, no qual eles haviam sido condenados. Então eu escrevi a sua petição, e orações em prol destes espíritos e de suas ações, individualmente; e em relação à seus pedidos, que eles deveriam ter perdão.

Diz Kanoch: “os Vigilantes, os filhos do céu… Escrevi sua petição e na minha visão apareceu que a sua petição não seria concedida a vós por todos os dias da eternidade, e esse julgamento foi finalmente passado a você: sim (sua petição) não será concedido a vocês. E a partir de agora vocês não devem se ascender ao céu, por toda a eternidade, e nos laços da terra o decreto … E a petição em seu nome não será concedida, nem ainda por conta própria: mesmo que você chore e ore e fale; todas as palavras continham o que eu escrevi…

Em En 9:3 tem homens santos orando a anjos. As Escrituras faz disto, idolatria. Você sempre ora diretamente ao ETERNO; não ora primeiro a um anjo para chegar a ELE. Orar para o anjo é reconhecer que ele é o substituto, como deus/ídolo (no mínimo que eles são intercessores e não o Filho, Yaoh’shua, o nosso ÚNICO intercessor – Hb 7:25). A Bíblia nunca se desvia disso: procure na Bíblia por si mesmo. O ETERNO nunca é inconsistente.

En 9:1-3; En 10: 20-21 – E então Michael, Uriel, Raphael e Gabriel olhou do céu e viu muito sangue sendo derramado sobre a terra e toda a iniquidade sendo trabalhada na terra. E eles disseram um para outro: ‘A terra é feita sem habitante, chora a voz do seu clamor até os portões do céu. E agora para você, os santos do céu, as ‘almas’ dos homens fazem o seu terno, dizendo: “Traga nossa causa diante do Altíssimo”. Deus disse a Michael, o arcanjo, para “purificar a terra de toda impiedade: e todo a impureza que é trabalhada sobre a terra por destruir a terra. E todas as crias dos homens se tornarão justas e todas as nações oferecerá adoração e me louvará, e todos me adorarão. E a terra será purificada da contaminação, e de todo pecado, e de toda punição e de todo tormento …

Nota de oCaminho: “alma” – doutrina católica, pagã, seguida pelos pentecostais…

Esta ordem para Michael foi supostamente anterior a inundação e também uma ordem para Michael após a inundação como indicado pela frase: “todas as nações devem oferecer adoração”. No entanto, os anjos não podem ser a fonte da verdadeira salvação. Se os anjos pudessem fazer homens íntegros, então não teria havido necessidade para Cristo morrer na cruz. As escrituras deixam claro que há apenas um caminho para a salvação e justiça e isso é somente através de Cristo: “Não há salvação em nenhum outro, pois nem outro Nome [que Nome? Certamente não o nome ‘jesus’] debaixo do céu, que é dado entre homens, pelos quais devemos ser salvos!” Atos 4:12. “Porque existe um só UL’HIM. E entre Ele e os homens há um só sacerdote (mediador), que é Yaohu’shua hol’Mehushkyah, seu ha’Bor” I Tm 1 2: 5.

Obtendo “pessoas santas” do ‘inferno’? En 51: 1-2 – E naqueles dias a terra também devolverá aqueles que lhe foi confiada, e o Sheol (Inferno) também deve devolver aquilo que recebeu; e o Inferno devolverá o que deve. E ele deve escolher os justos e santos dentre eles; dia se estabeleceu que eles deveriam ser salvos [Leia Ap 20:14].

O Criador vai escolher os justos e santos do inferno? Esta falsa doutrina em En 51, dá a falsa esperança de que os que estão no ‘inferno’ [doutrina católica, pagã, seguida pelos pentecostais] tenham uma segunda chance de salvação. Isso é muito parecido com um ensino do purgatório no catolicismo.

Vemos no capítulo 60 de 1 Kanoch que ele menciona que a sua visão começou no ano 500 de ‘sua vida’, mas essa data é impossível, porque as Escrituras são claras: Kanoch viveu apenas 365 anos (Gn 5:23). Leia:

En 60:1 – No ano 500, no sétimo mês, no décimo quarto dia do mês (na vida) de Kanoch.

 

O reino do ETERNO é dividido?

En 41:1 – E depois disso eu vi todos os segredos dos céus, e como o reino está dividido …

No entanto Yaohu’shua disse: “…Todo reino dividido contra si mesmo é levado à desolação, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” Mt 12:25. Portanto, o Reino do ETERNO não pode ser dividido como o livro de Enoque afirma!

Então, como vimos, o livro de Enoque não pode ser inspirado por contradizer frontalmente as Escrituras canônica [quem aceita este livro, está atestando a sua ignorância em relação às Escrituras], o que não quer dizer que o mesmo não possa conter citações que estão nas Escrituras [para dar crédito aos incautos – Mt 24:24]. Sendo assim, é mais fácil ter realmente existido um ‘livro de Enoque’ [conhecido nos dias dos evangelhos – os fragmentos de Kunram comprovam] apócrifo; e que este, chegou até nós com seus ventos de doutrinas – e por isto os primeiros pais da Kehilah, o rejeitou, sabiamente – e ainda hoje, sofre manipulações em prol de crenças espúrias, não inspiradas.

Eles se recusam a ouvir a verdade e irão se voltar para os mitos. – II Tm 4:4

Amnao!

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