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O Futuro [e já é] Está Chamando!

“uma crônica para o nosso conturbado tempo: Brasil”

– Adaptação de oCaminho –

 

Sras. e Srs. queiram, por favor, apertar seus cintos de segurança e colocar suas mesas na posição vertical; vamos entrar em uma área de turbulência aqui nesta tarde.

Quero falar hoje sobre “poder”. O dicionário tem muitas definições diferentes para a palavra “poder” — tudo, desde expressões algébricas (no sentido de potência) até o uso de forças mecânicas. Mas, o tipo de poder sobre o qual quero falar não está no terreno da Física ou da Matemática; está na área das relações humanas e na conduta social. É o poder de alterar os governos e é o poder de criar o tipo de mundo em que nossos filhos e netos viverão; poder real, muito real. Em 1877, o escritor e dramaturgo francês Victor Hugo escreveu um livro intitulado ‘A História de um Crime’; esse livro fui traduzido e publicado em diversos idiomas. Poucas pessoas leram esse livro, porém quase todas já ouviram uma frase extraída dele, que diz assim: “Maior do que a força de poderosos exércitos é o poder de uma ideia cujo tempo chegou”. Esse é o tipo de poder sobre o qual vamos discutir hoje…

O propósito desta apresentação é defender uma ideia — uma ideia que, se seguida com bastante energia e diligência por um número suficiente de pessoas, é tão poderosa que as forças do totalitarismo, com todas suas agências de coerção, não poderão resistir.

Portanto, o perigo é que estejamos falando sobre soluções para um problema, mas não chegamos a um acordo sobre qual é o problema e, como todos sabem, se não concordamos sobre qual é o problema, é muito provável que não iremos concordar com a solução. Isto seria como chegar atrasado ao teatro e assistir ao ato final de uma peça, onde o conflito todo está sendo resolvido e o drama solucionado, mas não ter ideia do que aconteceu antes.

Portanto, precisamos fazer uma rápida visão geral do problema e garantir que vocês compreendam a que estamos nos referindo quando falamos sobre as soluções…

Da forma como vemos, o problema da sociedade pode ser resumido em três categorias: uma é o Crescimento do Governo e a Perda das Liberdades. Este é um resumo muito rápido de um assunto muito extenso. Apenas imagine o que poderia ser discutido nesta categoria: crescimento do governo e perda das liberdades. Observe o gráfico abaixo em que a linha de uma reta inicia no canto inferior esquerdo, com o título de ‘pequeno governo’, e termina em ‘governo grande’ no lado superior direito. Outra linha similar mostra a ‘liberdade’ no canto superior esquerdo e termina na ‘escravidão’ na parte inferior direita. Desta forma, as duas linhas se cruzam de forma quando uma cresce, a outra diminuí, Assim, podemos acompanhar o que aconteceu nos últimos 10, 20, 30, 40 e 50 anos e estimar que as linhas retas estão se acelerando [logarítmicamente] na direção que não gostaríamos de ver (governo grande e poucas liberdades); MAS já estamos vendo!!!

Sem conhecer quaisquer outros detalhes, você pode simplesmente olhar para o gráfico acima e ver que se a tendência continuar nesta direção, caminhamos para o totalitarismo. Não é necessário ser um cientista especializado em foguetes para entender isto. Temos o crescimento do governo: mais leis são aprovadas a cada dia. Essas leis supostamente têm a finalidade de nos proteger contra o terrorismo, pornografia, drogas, criminalidade, etc., sempre para o nosso próprio bem. Elas vão nos proteger desses problemas, queiramos ou não.

E a verdade é que muitas pessoas gostam disto. É assim que a ideia é vendida para a população: é para seu próprio bem que aprovaremos estas leis. Assim, a cada dia temos mais leis, até que finalmente, agora mesmo, começamos a ver que estamos vivendo em um sistema que oferece pouco espaço para as liberdades humanas. Tudo em nome de nos proteger de algum mal.

A segunda área de preocupação que tenho é: Corrupção no Governo e Agendas Ocultas. Isto normalmente vem de mãos dadas com a primeira. Temos tantas leis supostamente para proteger a população de alguma coisa, mas, ao revés, essas leis dão poder aos políticos. Quando os políticos têm grande poder, existe a tentação de abusarem deste poder. Assim, temos agendas ocultas; a busca de vantagens que propiciem lucros exorbitantes e desonestidade, a corrupção no nível mais profundo. Poderíamos falar durante dias sobre isto, mas tenho certeza que cada um de nós conhece exemplos de corrupção no governo e onde chegamos após estas eleições manipuladas pelo poder judiciário do Brasil.

A terceira área em que há um grande problema é a Apatia na População. Parece que não existe indignação, não há uma grande disposição de resistir; é um tipo de passividade. “As coisas são assim mesmo, não adianta reclamar”, ou “Eu quero saber o que vai acontecer em seguida”. É como se as pessoas não estivessem realmente envolvidas e apenas estivessem lendo sobre o assunto nos livros de História. Isto me entristece muito…

Eu me lembro que bem no inicio, quando comecei a investigar sobre a Verdade, tentando compreender o que estava acontecendo no mundo, isto nos anos 90’s, eu queria dizer às pessoas tudo o que eu tinha descoberto. Eu dizia para elas: “Acabei de ler isto; ouvi isto”. Embora eu não tenha pego ninguém pelos colarinhos e sacudido, cheguei perto disso. Minha esposa me diz que eu estava fazendo isto. Eu queria que todos soubessem quais eram os problemas aqui e ali… Aquelas pessoas arregalavam os olhos, mas depois dirigiam o olhar para longe. Por que razão as pessoas são tão apáticas? Elas não sabem que isto afetará suas vidas? Eu não conseguia compreender como elas podiam ser tão apáticas. Mas, depois compreendi, felizmente bem depressa, que o problema não estava com elas, mas comigo mesmo.

A razão por que digo isto é que percebi que se você e eu estivéssemos com um problema neste momento, por exemplo, se estivéssemos em algum lugar no meio do oceano Atlântico, navegando em um grande bote inflável e subitamente víssemos pequenas bolhas saindo da borda. Há um furo no bote e podemos ver que o ar está escapando e o bote se tornando cada vez menor e murchando sobre a água. O que podemos fazer? Bem, estamos vendo a coisa toda, embora ela não seja nada boa. Apenas nos acomodamos no bote e afundamos. Temos aqui a figura da apatia. Por quê? Por que não há nada que possamos fazer! Mas, agora mude a figura. Suponha que a mesma situação exista e apalpamos o bote até encontrar um bolsão com uma bomba de ar e algumas ferramentas. Há algo que podemos fazer. Agora é diferente; usamos a bomba de ar para encher novamente o bote; agora somos ativistas. A única diferença entre esses dois quadros é que no segundo caso havia algo que podia ser feito; algo pelo menos poderia ser tentado. E hoje, no Brasil, a apatia venceu; ou seria melhor dizer: satan venceu mané!!!

Entendi então que eu tinha feito um bom trabalho de convencer meus ‘irmãos’ que as coisas estavam tão más que não havia nada que poderia ser feito, já era tarde demais; de modo que eu mesmo criei a apatia neles. Pense nisto. Todos nós fazemos isto; eu ainda faço ocasionalmente, mas procuro evitar. Daquele ponto em diante, sempre que falamos de situações como esta, sempre disse a mim mesmo que deve haver alguma visão de uma solução; caso contrário, estaremos desperdiçando nosso tempo. É mais fácil dizer do que fazer. É mais fácil dizer: vamos encontrar uma solução do que ter uma solução real. Para encontrar uma solução, algo real, precisamos primeiro saber o que não irá funcionar. Caso contrário, poderemos gastar muito tempo e energia correndo e entrando em becos sem saída, desperdiçando tempo valioso, quando poderíamos fazer algo construtivo, mas fazendo, em vez disso, algo que apenas nos fará sentir bem.

Para cobrir isto, acho que uma analogia será o melhor modo de examinar estas diferentes opções. Algumas vezes, podemos ver as coisas mais claramente com analogias do que na vida real, porque na vida real estamos envolvidos, estamos comprometidos, mas numa analogia podemos olhar com maior objetividade. Portanto, vamos criar uma analogia. Vamos imaginar que estamos em um navio, em um cruzeiro de férias. O navio é maravilhoso, seu nome é Prazeroso; não se pode imaginar algo melhor. A comida é boa, a música é boa, as bebidas são servidas à vontade, as máquinas caça-níqueis no cassino estão liberando dinheiro, o amor está no ar, o céu sempre está estrelado à noite e há um clima romântico. A viagem está ótima e é um prazer estar a bordo. Você e eu decidimos andar um pouco para conhecer os diversos setores do navio. Quando chegamos à sala de comando, olhamos pelas janelas e vemos uma cena chocante: Um grupo de homens, piratas na verdade — eles não estão vestidos como piratas; não têm chapéus de piratas, mas são piratas que invadiram o navio. Eles seguram o capitão e o matam com um tiro. Em seguida, lançam o corpo dele ao mar. Os outros oficiais são despidos e acorrentados, um de costas para o outro. Os piratas vestem os uniformes dos oficiais. Vemos toda a cena e ficamos horrorizados! Em seguida, ouvimos eles dizerem: “Feito; assumimos o comando. Vamos agora levar o navio até uma ilha-prisão e desembarcar todos estes passageiros capitalistas, de classe média, preguiçosos e indignos e mostrar para eles como a vida realmente é. Vamos colocá-los para trabalhar em uma sociedade coletivista, onde eles terão de ganhar o seu pão e tudo será igual para todos”. Soubemos que iríamos perder a liberdade e ficamos pasmados com esta informação. Então, o que fazemos? Descemos apressadamente as escadas e a primeira coisa que fazemos é dizer a todos: “Pessoal, piratas acabaram de invadir o navio, mataram o capitão e vão nos levar para uma ilha-prisão”. Todos olham para nós como se fôssemos loucos. Sobre o que vocês estão falando? Mataram o capitão? Ilha-prisão? Piratas a bordo? Alguém chame um psiquiatra. Vejam, ali está um oficial em seu uniforme. O navio continua navegando normalmente, a banda de música continua tocando, a comida continua sendo servida, os caça-níqueis ainda estão funcionando no cassino. Tudo continua igual. Quem quererá dar ouvidos ao que dizemos?

Bem, acabamos de aprender a lição que ninguém quer acreditar. Mas, agora, a questão que apresento é a seguinte: O que vamos fazer? Não queremos ir para a ilha-prisão e você sabe o que esta expressão significa. O que vamos fazer? OK, esta é a analogia e, a propósito, não está muito distante da realidade; ou melhor, vela já chegou para nós aqui do Brasil… e ninguém acredita!

Vamos, portanto, examinar as opções. Existem muitas, mas descobri que existem pelo menos sete que são boas, ou óbvias pelo menos. Aqui está a primeira, uma escolha muito comum:

Opção 1: Não Fazer Nada. Esta opção está baseada no medo, é claro. Medo de represálias. “Vimos o que os piratas fizeram ao capitão e aos oficiais. Aqueles piratas são homens rudes e eu não quero me machucar. Não se mexe com este tipo de gente; eles são cruéis. Tenho certeza que alguma outra pessoa solucionará o problema, mas não eu. Vou ficar fora disto. Vou me assentar, observar e ver o que acontecerá”. Assim, não fazemos nada. Observe, porém, que isto não soluciona o problema e estamos à procura de soluções. Vamos então para a opção 2.

Opção 2: Bem, Vamos Então Aderir aos Piratas. “Estes sujeitos assumiram o controle, não é? Eles não vão ficar na ilha-prisão, ou, se ficarem, eu prefiro ser um guarda do que um prisioneiro. Portanto, vamos até os piratas e dizer: Sabem, vocês estão fazendo um bom trabalho. Será talvez se precisam de alguma ajuda”? Obtenha um emprego com as forças que estão nos levando para a escravidão; empregue-se no serviço deles. Muitas pessoas fazem isto, mas, novamente, esta não é uma solução. Pense especialmente em seus filhos e em seus netos, mas também em nós; a maioria de nós não conseguirá sobreviver neste campo de concentração quando virmos o quão má ele realmente é e iremos fazer objeções quando virmos o trabalho que é feito no outro lado do arame farpado. Esta opção não é uma solução.

Opção 3: Vamos Saltar Para Fora do Navio. “Vamos pular para fora do navio, aqui não é um bom lugar para ficar. Vamos descer um bote e ir para algum lugar onde não tenhamos este problema. Para tornar nossa analogia completa, precisamos compreender que todos os outros navios que estão no mar e todos os principais portos também foram capturados por ‘piratas”. Talvez não piratas do mesmo grupo, talvez de grupos diferentes, mas basicamente iguais [muda-se os títulos, mas a ‘doutrina’ é a mesma], de modo que não há para aonde ir; exceto talvez alguma ilha desconhecida, onde você não conseguirá sobreviver por muito tempo e, mesmo ali, eles provavelmente conseguirão localizá-lo. Isto não soluciona o problema. Portanto, esqueça esta alternativa.

Opção 4: Vamos nos Esconder. “Vamos sair fora do sistema, talvez eles não nos descubram se retirarmos a placa de numeração da porta de nossa cabine (casa). Se não tiver um número, eles nunca saberão que estamos a bordo. Certo? Sei também que existe um lugar bem grande atrás das caldeiras, onde podemos nos esconder por um bom tempo. Eles nunca saberão que estamos lá. Todos os demais passageiros serão levados para a ilha-prisão, mas você estará seguro, pois se tornou invisível”. Mas, isto não funcionará, porque mesmo que você se torne invisível por algum tempo, eventualmente ele descobrirão que você se escondeu atrás das caldeiras, de modo que você também terminará sendo levado para a ilha-prisão. Certa vez um amigo me disse: “Sabe de uma coisa? Vou me livrar do meu CPF, pois eles nunca me encontrarão sem aquele número e tenho em minha mente a imagem dos ‘coletes pretos’ vindos até minha casa às 3 horas da madrugada, batendo com força com a coronha de seus fuzis na porta e dizendo para minha família: Você, você, você e você… já para dentro da viatura”. Mas o que então acontecerá se aquele ‘amigo’ disser: “Vocês não podem fazer isto comigo; eu não possuo um número de CPF”! Seria ridículo, não? Ele seria levado da mesma forma. Eu também não gosto de ser controlado por um número; eu sou uma pessoa, não apenas um número! E, o meu gostar ou não vai mudar alguma coisa? Mas a questão aqui não é esta. Você não conseguirá se esconder. No navio você também não conseguirá se esconder. Eles sabem onde você está. Não fará diferença estar dentro ou fora do sistema. Vamos para o número 5.

Opção 5 (esta é bem prática). Vamos Escrever Cartas de Protesto e Enviar Petições para os Piratas, Pedindo Que Eles Sejam Cordiais. “Vamos iniciar uma campanha de envio de cartas, um grande programa de petições. Se conseguirmos um bom número de assinaturas em folhas de papel, aqueles piratas vão tremer em suas bases”. Inútil tentar isto. Lembra-se: ‘Kajuru entrega 2,6 milhões de assinaturas pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes’. Isto alterou alguma coisa??? Eles não quererão saber. Esta não é uma boa ideia, absolutamente. Portanto, como isto não funcionará, que tal a próxima alternativa?

Opção 6. Vamos Levá-los aos Tribunais. “Vamos contratar um advogado muito bom, o que significa dizer, um advogado bem careiro, e provaremos no tribunal que os piratas não podem fazer isto conosco, pois é contra a Constituição e contra as leis, e o tribunal nos defenderá”. Certamente ele nos defenderá? Precisamos reconhecer que a bordo deste navio, os tribunais são controlados pelos piratas, de modo que será perda de tempo tentar recorrer a um tribunal. Onde isto nos deixa, então? Já vimos seis das sete alternativas. Aqui está a sétima e é tudo o que sobrou. Queremos solucionar este problema e isto é o que precisamos fazer.

Opção 7. Precisamos Organizar um Contragolpe e Recapturar o Navio. Agora, isto é amedrontador, porque, como eu disse anteriormente, os piratas são homens grosseiros e cruéis. Eles não gostarão de saber que estamos tentando fazer isto. Senhoras e senhores, se estamos sendo sérios — e esta não é apenas uma atividade para fazer sentado na poltrona — precisamos recapturar o controle deste navio, ou nunca haverá nada que possamos fazer para solucionar o problema. Precisamos recapturar o controle do navio, exatamente do modo como ele foi capturado daqueles que eram originalmente os legítimos detentores do controle. Como fazemos isto? Como recapturamos um navio que está nas mãos de um bando de piratas? Estes homens são muito maus, têm poder, têm armas, têm a polícia, têm os tribunais ao seu lado. Como faremos isto? Bem, vamos fazer do mesmo modo como eles fizeram… Se bem que os piratas jamais baixam a guarda; jamais estarão apáticos, como todos nós praticamente estamos, a todo tempo.

Primeiro de tudo, vocês precisam compreender que a Cooperação é necessária. Não podemos fazer isto um homem de cada vez. Eles não fizeram sozinhos; inicialmente eles se organizaram em grupos e descobriram, ou sabiam – na verdade todos sabem disso –  que as pessoas que trabalham juntas, em cooperação, são muito mais eficazes do que o mesmo número de pessoas trabalhando separadamente. Existe um efeito multiplicador pela potência de 2 que entra em ação; eu já vi isto muitas vezes no trabalho organizacional. Duas pessoas trabalhando separadamente, lado a lado, podem realizar o efeito de duas pessoas. Mas, se juntarem suas forças e trabalharem em acordo, elas podem obter o efeito de 4 pessoas separadamente. Três pessoas trabalhando juntas podem obter o efeito de 9 separadamente. Quatro pessoas terão o efeito de 16, e assim por diante. Imagine somente o poder que está disponível para um grupo de 100 pessoas que estejam organizadas e dispostas a trabalhar juntas. Ou, um grupo de 5 milhões de inscritos em mídias, na internet, como temos, por exemplo, no grupo Jovem Pan, onde supostamente se são inscritos, é porque têm um só pensamento ou tendência político-partidária; o que não faria todos estes inscritos se se levantassem à uma só voz?!?  No entanto, um grupo de apenas 11 ‘iluministros’, governam todo o navio; caracterizando assim, a pirataria [confraria] que nos governa. Provavelmente, em seu núcleo mais interno, com muito menos do que isto, com círculos dentro de círculos. Mas, eles trabalham juntos, de modo que precisamos também fazer o mesmo. E, com suas ‘canetas’ satânica, passou a nos governar; e, até o nome do nosso país agora é XANDAQUISTÃO!

Em segundo lugar, precisamos de Unidade Internacional. Isto não significa que temos de abrir mão de nossa fidelidade e amor ao nosso país. Absolutamente não! Não estamos a falar aqui sobre internacionalismo neste sentido. Estamos a falar sobre a cooperação internacional. As pessoas em outros países têm o mesmo problema. Nossos inimigos estão organizados internacionalmente. Precisamos buscar a cooperação e apoio de pessoas – líderes não alinhados, aparelhados – de países de todo o mundo, ao mesmo tempo que defendemos a soberania nacional.

Três. Precisamos de Pessoas Que Sejam Ativistas. Aqueles que estão dispostos a fazerem mais do que ler sobre um problema, ou pensar a respeito de um problema, ou discutir sobre um problema. Pessoas que estejam dispostas a dedicar uma porção significativa de suas vidas; patriotas que ficam sentados em suas poltronas – ou teclando nas redes sociais, esperando que outros ajam por eles – são inúteis nesta luta…

Quatro. Precisamos de um Programa de Treinamento para Alertar Aqueles que se Juntarem a Nós, para alertá-los sobre as táticas que são usadas pelos nossos oponentes coletivistas; pois nisto eles são mestres. Já falamos sobre algumas delas anteriormente, mas existem muitas mais e se não compreendermos as táticas [como a tática de usar o sistema dos dois partidos políticos em alternância de poderes, mas que no fundo é o mesmo do mesmo – a guerra das tesouras – por exemplo], ou a tática de criar a própria oposição… ou até mesmo a tática de se usar “postes”  para agir em seu lugar: eles jogam sujo… E nós somos legalistas, e jogamos tão somente dentro das ‘quatro linhas’! Mas algo deve ser pensando para que este jogo desonesto possa virar ao nosso favor – Jo 8:32. Se não compreendermos isto, se não reconhecermos isto, nunca conseguiremos nos defender. Precisamos ter um programa de treinamento para mostrar como podemos eticamente enfrentar essas táticas satânicas.

Precisamos de uma Estrutura Organizacional que Não Possa Ser Subvertida. Uma das coisas em que estas pessoas são especialistas é em virar o jogo para que de repente ele vá na direção oposta. Já vi fundações [ongs] criadas com uma quantia considerável de dinheiro que queria que sua fundação promovesse o objetivo dos princípios da liberdade, economia, solvência e moeda sonante e não levou muito tempo para que a diretoria fosse ocupada por pessoas, com diferentes opiniões. Toda a verba pública está agora sendo usada para promover exatamente o oposto daquilo para o qual fora criada. Esta é uma tática que precisamos conhecer e contra a qual, nos defender. Precisamos ter uma estrutura que torne essa tática impossível. Como fazemos isto?

A maioria das organizações [ONG] é formada segundo uma estrutura piramidal. Há um chefe, depois a alta gerência e a média gerência. Na base da pirâmide estão os membros que fazem todo o serviço. Este tipo de organização é comum na indústria, nas grandes empresas, nas forças armadas, etc. Mas, em nosso movimento, isto seria desastroso, porque tudo o que você precisa fazer é golpear o líder e toda a organização morre. Como você golpeia o líder de uma organização? Bem, além dos métodos óbvios que vocês conhecem e que sabem que são eficientes, como envenenamento, todos os tipos de suicídios arranjados e assim por diante, que são, é claro, métodos ilícitos, existem outros métodos que estas pessoas usam e os principais são…

Permita-me dizer como a hierarquia age; estes são os métodos preferidos pela hierarquia que sei que eles usam para eliminar a oposição. Primeiro, eles a ignoram — e normalmente isto é tudo o que é necessário, porque aqueles que estão tentando se opor à liderança coletivista internacional não têm a mídia, não têm o financiamento, não têm os meios financeiros para suportar a continuidade dos esforços, de modo que podem apenas brilhar por um pouco de tempo e depois tudo termina. A hierarquia coletivista não precisa fazer coisa alguma, apenas aguardar até que saiamos de cena. Se isto não funcionar, então a próxima coisa é desacreditar a liderança, demonizar a liderança, o que é bem fácil de fazer, já que eles possuem a mídia. Eles podem fazer qualquer um aqui neste salão parecer um verdadeiro demônio, quer isto esteja baseado em fatos, em fatos parciais ou em mentiras totalmente fabricadas. Não faz diferença; o público acreditará se vir na imprensa ou no noticiário na televisão à noite. Se isto não funcionar, então eles tentam comprar a oposição. É aqui que o dinheiro realmente se torna poderoso como uma arma. Eles podem vir até uma organização e dizer: “Gostamos daquilo que vocês estão fazendo, gostamos de seus princípios. Achamos que vocês podem estar precisando de dinheiro”. Logicamente, se a liderança não for inteligente, poderá responder: “Sim, claro; isto é bastante óbvio, não? E então eles dizem: “Bem, nós lhes daremos uma quantia substancial de dinheiro, porque acreditamos naquilo que vocês estão fazendo, mas tudo o que pedimos em troca é que nos permitam nomear ou colocar um membro em sua diretoria, para garantir que nosso dinheiro seja gasto da forma correta”. Então, por uma contribuição de um milhão de dólares, ou de cinco milhões, você não acha que seria razoável permitir que o Sr. Fulano entrasse imediatamente na diretoria de sua organização? Por meio desse processo, cinco milhões, dez milhões de dólares, seja lá quanto for necessário, a primeira coisa que você sabe é que sua junta de diretores foi invadida pelos coletivistas. Logicamente, se isto falhar, então há uma oferta direta de suborno. “Olha, por que você não se aposenta? Você sempre quis fazer uma viagem às Bahamas, você e sua família. Nós o colocaremos lá com um emprego em algum escritório de advocacia e você não precisa fazer nada, apenas coletar mensalmente um salário de 20 mil dólares; também lhe daremos uma mansão e um motorista particular; simplesmente vá para longe”. E, algumas pessoas dirão: “Isto parece muito bom para mim”. Agora, se isto também não funcionar, aí sim ele agirão com rigor.

O ponto de tudo isto é que quando você tem uma organização piramidal em que um homem, ou apenas algumas poucas pessoas no topo, são tudo naquela organização, esta é uma situação muito má e precária. Em vez disso, o que precisamos é virar isto, não de cabeça para baixo, porque a parte superior seria pesada demais, mas em uma estrutura totalmente diferente, que é a estrutura holográfica. O holograma é uma coisa muito interessante. Não sei se muitas pessoas compreendem o holograma a partir de um ponto de vista científico, mas todos sabemos que se você pegar uma gravura holográfica, ela tem aqueles círculos inscritos nela e se você passar luz por ela, não uma luz polarizada, mas um certo tipo de luz, uma imagem aparece no espaço tridimensional. Se você apanhar uma tesoura e cortar a gravura holográfica pela metade, separar as metades, obtém a mesma imagem em ambas, a imagem completa. Se você cortar novamente essas metades, obtém quatro imagens completas. Se cortar novamente as metades, repetidamente, independente de quão pequenas elas se tornem, você obtém a mesma imagem completa em cada pequeno pedaço. Os pedaços são menores e os detalhes também são menores, mas você tem a imagem completa em cada pedaço.

O que precisamos é de uma organização holográfica, para que cada componente, cada pessoa na organização, tenha as informações e o conhecimento total para tornar essa organização completamente bem-sucedida e florescer em qualquer parte do mundo para que, se por alguma razão, cada pessoa na organização for eliminada, ou desanimar, ou se tornar amedrontada, ou seja lá o que for, desde que reste uma pessoa em algum lugar, poderemos ter todas as informações, por que tudo surgirá outra vez e literalmente cobrirá o mundo, como um pequeno vírus da liberdade. Este é o plano holográfico e é disto que precisamos.

Finalmente, precisamos de uma Declaração de Princípios que seja clara. Princípios: Lembrem-se, não é suficiente votar em alguém por que ele tem um belo sorriso, ou por que você acha que ele é sincero, ou, votar em “A” por que não gosta de “B”. É assim que a maioria das pessoas vota. Não é assim que vamos solucionar o problema e não podemos basear uma organização em algo diferente de princípios. Nosso povo precisa compreender os princípios de uma sociedade livre. Precisamos saber o que defendemos e contra o que lutamos.

Agora, antes de olhar as soluções, precisamos perguntar por que ninguém antes encontrou uma solução. Estamos neste jogo já há um bom tempo. Estou ciente desses problemas desde os anos 90’s e algumas pessoas estão observando e lutando há muito mais tempo do que isto — pessoas muito inteligentes, algumas muito ricas, pessoas de alta educação, pessoas e organizações bem-conectadas — há muita ação nesta direção, porém ninguém antes solucionou este problema. Por que estamos perdendo nossas liberdades, a despeito de tudo isto?

Acredito que a resposta tenha sido dada no ano 500 d.Y. por um famoso filósofo e militar chinês chamado Sun Tzu — ele escreveu um livro intitulado A Arte da Guerra, que, a propósito, é usado nas Escolas de Guerra em todo o mundo. Uma das coisas que ele disse é que se um homem conhece a si mesmo e ao seu oponente, ele não precisa temer 100 batalhas; se conhecer a si mesmo, porém não conhecer seu oponente, então para cada vitória ele sofrerá uma derrota. Mas, se ele não conhecer a si mesmo e nem seu oponente, então sofrerá derrotas em todas as batalhas. Senhoras e senhores, estamos sofrendo derrotas em virtualmente todas as batalhas e acho que isto sugere que não conhecemos a nós mesmos, tampouco conhecemos nossos oponentes. Portanto, vamos separar alguns instantes e perguntar o que sabemos sobre nossos oponentes e depois perguntar o que sabemos sobre nós mesmos e, então, finalmente, chegar às estratégias.

As coisas que sabemos sobre nossos oponentes que são fatos cruciais: Uma delas é que os sistemas totalitários modernos são todos variações do coletivismo. Bem, isto não é exatamente verdadeiro no mundo ocidental, onde estamos. No Oriente Médio, é claro, eles estão baseados na Teocracia. Ainda existe Teocracia no mundo; podemos achar isto difícil de acreditar, mas a Teocracia envolve uma grande porção do mundo. Mas, nos EUA e nos países ocidentais, os sistemas totalitários não são Teocracias; eles estão baseados na ideologia do coletivismo. Agora, precisamos compreender, embora não seja nosso tópico aqui hoje, precisamos compreender que o Comunismo, o Fascismo, o Nazismo, o Socialismo, todos estes “ismos” que sabemos que são tão ruins, tão meras variações e denominadores comuns da ideologia chamada coletivismo. Isto é o que todos eles são. A diferença entre eles é minúscula; as similaridades são grandes. Todos estão baseados no princípio do grande governo; que o fim justifica os meios; que o bem do grupo é mais importante do que o do indivíduo, e assim por diante. Todos esses sistemas estão baseados no coletivismo e estamos vendo hoje nosso país ser levado cada vez mais para perto de um sistema totalitário, porque adotamos o coletivismo em nosso sistema político [temos dezenas de partidos políticos, todos com suas siglas… e ninguém procura conhecer o significado de cada uma delas; no entanto, se formos ver, de uma forma ou de outra, são socialistas, isto é, comunistas]. Nós não o chamamos de Nazismo, ou de Comunismo, ou de Fascismo, mas em um grau muito real não há mais muita diferença entre o sistema em que vivemos e um sistema que aprendemos a rejeitar.

A segunda coisa que precisamos saber sobre nossos oponentes é que existem duas ramificações principais deles. Mencionei isto anteriormente. Existem os Leninistas em um lado. Nós costumávamos pensar que todos eles eram simplesmente comunistas. Bem, eles meramente tiraram seus chapéus em que estava escrito “Comunismo” e puseram um novo chapéu, chamado, digamos, “Democrático”, “Social-Democrata”, ou algo similar. Os nomes são diferentes, porém a mesma cabeça está debaixo do chapéu; a cabeça não mudou; basicamente as filosofias não mudaram. Assim, temos este grande mundo secular. Eles podem chamar a si mesmos de Social-Democratas, ou algo similar, mas ainda são Leninistas e, se você ler a literatura deles atentamente, verá que Gorbachev ou alguém como ele disse algo assim: “Ah, sim, Stalin foi muito mau; é ótimo que tenhamos nos libertado do estalinismo, seja lá o que isto seja”. Mas, ele também dizia: “Não se esqueça que nós nunca abandonaremos os princípios do Leninismo”. Para a pessoa mediana, isto não significa coisa alguma. O que é o Leninismo? Falarei sobre isto em instantes…

Temos estas duas ramificações. A outra, é claro, é a que chamei no passado de Socialistas Fabianos, por causa da Sociedade Fabiana, talvez um nome melhor seria chamá-los de Rhodesianos, porque eles são os seguidores e discípulos de Cecil Rhodes. De qualquer modo, este é o outro campo. Estamos presos no meio de uma luta mundial entre dois campos do coletivismo e eles pedem que escolhamos um lado. Isto é parte do truque. Não iremos encontrar a liberdade em nenhum dos dois lados e quanto mais cedo acordarmos para esta realidade, melhor.

A outra coisa que precisamos compreender é que o coletivismo não se contenta com a persuasão; o método deles é a coerção. Se vale a pena fazer alguma coisa, então vale a pena forçar as pessoas a fazerem aquilo — este é um dos preceitos do coletivismo; não a liberdade de escolha, mas forçar as pessoas a fazerem aquilo que elas devem fazer; esta é a filosofia deles. Por exemplo, vamos falar sobre proteger as pessoas em caso de acidentes de automóveis. Podemos dizer: “Os cintos de segurança são uma coisa boa; vamos aprovar uma lei e forçar todos a usarem o cinto de segurança, quem não usar poderá ser preso”. Os individualistas, que estão no outro campo, dizem: “Os cintos de segurança são uma coisa boa, mas não acho que devamos coagir as pessoas a usá-los. Vamos educá-las, vamos convencê-las, vamos dar o bom exemplo, qualquer coisa, mas não vamos prender ninguém que não use seus cintos de segurança”. Esta é a divisão — os coletivistas acreditam na coerção e a melhor arma de coerção é a lei. É por isto que os coletivistas gravitam em torno do governo, porque o governo é o instrumento por meio do qual eles podem implementar seus esquemas e planos sobre como aprimorar a sociedade, por que eles vão forçar as pessoas a fazerem aquilo, usando a força de coação do governo. É por isto que sempre encontramos o governo ocupado por coletivistas. Pessoas como nós talvez não acreditem na coerção. Não queremos ir para o governo; preferimos estar no setor privado. Assim, temos esta situação desequilibrada em que todas as pessoas com poder são coletivistas e precisamos fazer alguma coisa para mudar isto.

Nos anos 90’s eu me interessei por todos esses sistemas coletivistas e totalitários e então comprei um exemplar de Minha Luta, de Adolf Hitler; a leitura me causou medo. Vi como ele usava o coletivismo para manipular as massas. Também estudei o sistema fascista e li as obras dos comunistas, como Lenin, Stalin e outros. Durante certo tempo frequentei uma livraria comunista em Los Angeles, chamada “Livraria do Povo” — eles não sabiam por que razão eu ia lá e pensavam que eu tinha sido recrutado recentemente, de modo que me convidaram para participar de um grupo de discussão. E eu fui… Eu queria aprender; e; então descobri sobre o que eles falavam, e o que pensavam. Comprei e li os livros deles. Uma das coisas que aprendi durante aquele período de esclarecimento foi a diferença entre um Marxista e o que eles chamam de Marxista-Leninista — isto pode parecer irrelevante para muitas pessoas, mas é uma distinção importante. Um Marxista é alguém que leu os escritos de Karl Marx, como O Capital e o Manifesto Comunista e acredita naquilo de todo o coração. “Trabalhadores de todo o mundo, unam-se, lancem fora as correntes colocadas pelos exploradores capitalistas. Levantem-se contra o racismo e a guerra. A cada um segundo sua capacidade, de cada um segundo suas necessidades”, e assim por diante — todos os bordões marxistas parecem tão bons e corretos para a mente idealista.

Existem então os Marxistas-Leninistas — eles também leram os escritos de Karl Marx e acreditam em tudo que está ali, mas também leram os escritos de Vladimir Ilich Lenin e acreditam naquilo — aqui está a diferença. Lenin disse: “Camarada, não faz diferença o que você pensa, o que você sabe, quantos livros já leu, o quão inteligente você é — a única coisa que importa é que você precisa chegar ao poder. Faça qualquer coisa que seja necessária para chegar ao poder. Esqueça os debates; minta, engane, mate, faça qualquer coisa para chegar ao poder. Depois, quando você tiver o poder, então poderá se dar ao luxo dos debates, pois você poderá matar qualquer um que discordar de você”. Isto é Lenin; ele ensinou isto. Ele dizia que promessas são como a crosta das tortas, elas são feitas para serem quebradas.

Ele disse: “Camaradas, se vocês forem a um país onde existam sólidas tradições nacionalistas e a população tiver uma afinidade com a herança cultural, vocês entram lá e dizem: ‘Vocês são um povo estúpido; vocês precisam é do Comunismo Internacional’? É claro que não, pois eles os rejeitariam. Vocês vão lá e dizem aquilo que eles querem ouvir. Vocês serão os nacionalistas, vocês serão os maiores defensores da cultura deles e de suas tradições, mais do que eles mesmos, para que eles os sigam. Eles os colocarão em posições de poder. Agora, depois que vocês chegarem ao poder, então poderão trocar suas posições, por que vocês agora detêm o poder. É assim que vocês devem fazer, ele disse. Os camaradas vão a um país onde o Comunismo não é bem visto e dizem: ‘Sou um comunista?’ Não! Coloquem algumas pessoas para este propósito e, enquanto todos estiverem olhando para elas — elas deverão ter em mãos suas foices e martelos — nossos verdadeiros agentes estarão se movimentando em direção aos centros de poder da sociedade, dizendo: “Não sou comunista; na verdade sou anticomunista”. Lenin dizia: “Vocês serão os líderes do Movimento Anticomunista, para que as pessoas os sigam para sua própria destruição” [Fórum de São Paulo]. Isto é Lenin; isto é o Leninismo. Portanto, quando você ouvir alguém dizer que é um Marxista-Leninista, agora você sabe sobre o que ele está falando. Ele não é um socialista e idealista; estas pessoas têm um plano para chegarem ao poder.

De todas as nações do mundo que foram tomadas por aquilo que costumávamos chamar de Comunismo, nenhuma delas foi tomada por Marxistas; todas foram tomadas por Marxistas-Leninistas. Foi isto que aconteceu aqui no Brasil com a ‘subida’ deste ‘novo’ (velho) governo apoiado pelo ‘supremo’. É importante saber; é contra isto que nos posicionamos.

Esta filosofia, embora tenha sido tão bem descrita por Lenin, é seguida por aqueles em todos os campos coletivistas. Ela é seguida pelos Socialistas Fabianos, os Rhodesianos, caso você queira usar esse termo. Eles compreendem essa filosofia. Na verdade, existem políticos locais em suas cidades que seguem essa mesma estratégia sem sequer saber que Lenin escreveu sobre o assunto. Se você se sentasse e procurasse descobrir um modo de enganar as pessoas e chegar ao poder, provavelmente não seria assim tão brilhante. Precisamos compreender que esta filosofia é discutida e seguida hoje por aqueles que chegaram ao poder.

A outra coisa que precisamos compreender é que todos os coletivistas compartilham uma estratégia comum para chegarem ao poder. Mencionei anteriormente que eles capturam o controle dos centros de poder na sociedade — grupos ou organizações em que as pessoas trabalham, as associações voluntárias em muitos casos, e que eles têm líderes. Assim, eles coletivizam em ambos esses campos, sempre tentam colocar seus homens em posições de liderança nessas organizações, para que alguns poucos homens dominem todos os demais. Esta é a estratégia deles para a conquista. E a isto chamamos de “aparelhamento”!

Gostaria de citar para vocês uma declaração que foi feita por um obscuro indivíduo chamado Joseph Cornfeder. Tenho certeza que a maioria aqui nunca ouviu falar nesse nome; ele foi um dos primeiros membros do Partido Comunista dos EUA. Ele ingressou em 1919, viajou a Moscou e recebeu treinamento lá. Mais tarde, rompeu e decidiu que aquilo não era o que ele desejava para seu povo. Ele viu toda a farsa, as mentiras e a enganação e decidiu romper. Muitos comunistas fizeram isto naquele tempo, pois eram idealistas. Cornfeder se desligou e tentou se esquecer de tudo. Mas, depois ele decidiu contar o que realmente estava acontecendo e por que tinha rompido com o Partido Comunista. Ele começou a falar contra aquilo que ele mesmo tinha feito. Em um discurso em San Francisco, em 1955, ele disse o seguinte: “As verdadeiras características do Partido Comunista”, lembre-se, não estamos falando apenas do Partido Comunista, esta era apenas a área de especialidade dele, “as verdadeiras características são encontradas não tanto em suas teorias, mas em seus métodos de organização. Tenha em mente que eles estão aplicando um novo conceito de guerra — o conceito de conquistar um país a partir de dentro. Como você conquista um país a partir de dentro? Você o conquista capturando as organizações que operam dentro daquele país — os sindicatos de trabalhadores; dos artistas e músicos; as organizações de fazendeiros; a Associação de Imprensa; a Associação dos Professores; dos Advogados; os clubes políticos: as agências do governo: etc. são considerados como centros de poder. A soma total das organizações é a soma do poder total. O partido se organiza dentro dessas organizações, grupo por grupo. Para lutar eficazmente contra os comunistas, seria necessário fazer a mesma coisa ao inverso — a simples aprovação de resoluções não conseguirá enfrentar esse tipo de inimigo”.

Como ele estava certo! Achamos que basta aprovar uma resolução, ou enviar uma carta para nosso deputado no Congresso, que algo assim vai solucionar todo o problema, enquanto estas pessoas têm uma estratégia desta magnitude e tomaram o controle dos centros de poder na sociedade e representam hoje nossas lideranças.

Vamos revisar a força dos nossos oponentes: Eles têm um plano, têm uma ideologia, sabem o que querem, são organizados, possuem disciplina, têm financiamento, têm treinamento, têm comunicações e isto tudo há muito e muito tempo. O objetivo deles é a conquista mundial e estão na estrada, marchando; e o que falta para isto? Isto é o que sabemos sobre nossos oponentes.

Agora, perguntamos: O que sabemos sobre nós mesmos? É aqui que as coisas realmente se tornam deprimentes. O que sabemos sobre nós mesmos? Bem, em geral, e não estou falando de ninguém aqui em particular, mas nunca se sabe, acontece. Mas, em geral, a população está preocupada demais com as questões econômicas: sobreviver, chegar lá em primeiro lugar, poupar dinheiro, trabalhar como um camelo para ganhar o pão, manter um teto sobre suas cabeças, pagar as mensalidades em dia, enviar as crianças para a escola e comprar tudo o que for necessário para elas. Preciso de um sofá novo, de um carro novo, preciso de uma promoção, ou talvez de um novo emprego. Estamos todos envolvidos com as questões econômicas. Isto tudo toma cerca de 80% do nosso tempo consciente. Se não for isto, temos esta rotina infindável de trabalho e diversão. Se não estamos trabalhando, como vamos nos divertir? Bem, aquele jogo de futebol, assistir aos eventos esportivos ou viajar em férias. Gostamos de nos entreter, não apreciamos o trabalho organizacional. Quem quer se envolver em uma organização? Existe toda aquela luta pelo poder e lutas por algumas questões menores em política. Você diz: Está brincando, eu detesto os políticos; eu jamais iria sujar minhas mãos em política! Isto deixa tudo para o inimigo. Não há oposição vinda da nossa parte. Queremos liberdade, mas não sabemos como obtê-la. Não sabemos exatamente o que ela significa. Não temos pista alguma, não conseguimos defini-la. Quantas pessoas podem realmente se levantar e dizer: acredito que a essência da liberdade é isto, isto e isto! Alguém quer contestar?

A maioria das pessoas acha que liberdade é não estar na cadeia. E isto é tudo. Elas não têm um credo, não têm uma visão da vitória e, na maioria dos casos, sequer sabem que estamos em uma batalha. Além disso, se tivessem uma visão da vitória, elas não saberiam como construir um mundo melhor. Quais passos deveriam ser dados: este, depois este, depois este outro. Nossos oponentes têm todas essas coisas em mente. Nós não temos nenhuma delas. Na realidade, é o egoísmo que impera entre nós… Portanto, a resposta à pergunta é que estamos perdendo a batalha não porque somos inferiores, ou porque nossos inimigos são superiores, mas por que nunca os enfrentamos no campo de batalha. Nem sequer fomos para o campo de batalha. A maioria de nós não tem a intenção de lutar. Como enfrentamos o inimigo no campo de batalha? Agora, vamos retornar a esta questão. O que vamos fazer no caso da analogia do navio? Como enfrentamos aqueles piratas em uma batalha? A resposta é muito clara. Cornfeder nos deu a resposta — um indivíduo muito pouco conhecido, nos deu a resposta.

Vamos Tomar de Volta os Centros de Poder, um por um, Exatamente da Forma como os Perdemos. Agora, isto foi uma epifania para mim, que ocorreu já tarde em minha carreira. Como mencionei anteriormente, estou nas trincheiras, tentando defender estes princípios da liberdade, mais ou menos desde o início dos anos 90’s. Eu me lembro claramente que disse a um grupo de ouvintes: “O poder é perigoso; o poder é o problema. Estas pessoas (os coletivistas) têm todo este poder sobre nossas vidas. O problema é o poder. Precisamos rejeitar o poder. Nós mesmos não precisamos ter poder; precisamos lutar para eliminar o poder”. Mas então, acordei certa manhã e compreendi: Uau! É por isto que perdemos. Nunca houve uma tirania na história que tenha sido derrubada, a não ser por um poder igual ou superior. Nunca! Enquanto rejeitarmos o poder como um meio para os nossos fins, estamos dizendo que não podemos e não iremos vencer. Foi difícil para mim encarar isto, pois era uma reviravolta completa no meu modo de pensar até aquele ponto. Mas, entendi que esta é a razão por que estamos perdendo — por que nunca estivemos dispostos a chegar ao poder. Esta era a peça que faltava no quebra-cabeças.

Lenin estava errado em sua ideologia e moralidade, mas estava certo nas três grandes lições do poder, que são: (1) Não faz diferença o que você pensa se os outros detém o poder. (2) O poder não busca aqueles que são virtuosos. Apenas por que somos bons, isto não significa que vamos vencer. O poder não busca aqueles que são virtuosos; ele pertence àqueles que o procuram e alcançam. (3) Depois que o poder for adquirido, ele precisa ser usado para se defender contra aqueles que possam querer tomá-lo.

Eu não gosto destes princípios; gostaria que eles não fossem verdadeiros, mas eles são. Na verdade, o terceiro é a razão por que perdemos o controle do nosso país [termos andado entre as quatro linhas, se eles não andam]. Nós não defendemos o poder que o povo tinha sobre seu próprio sistema. Nós perdemos o poder, primeiro de tudo, por que não estávamos cientes que havia um inimigo tentando tirá-lo de nós e, em segundo lugar, mesmo aqueles que estavam cientes, como era o meu caso, nos primeiros dias rejeitavam possuir o poder.

O senador Fulbright estava errado em ideologia, mas estava certo em compreender que aqueles que detêm o poder sempre educarão a população e determinarão o rumo que o navio seguirá. Apenas uma questão: quem deterá o poder?

A nação americana [EUA] foi fundada por um grupo da elite; eles detinham o poder; eles eram aqueles que já estavam na legislatura dos governos coloniais; eles tinham o poder. A Revolução Americana não foi feita por um grupo de fazendeiros armados, mais ou menos organizados, que disseram: Os britânicos estão vindo! Sim, eles estavam lá, mas estavam lá por que tinham líderes que detinham o poder em seus governos locais. Sem isto, a Revolução Americana não teria sido bem-sucedida. Se vocês compreenderem estas lições, então, e somente então, estarão prontos para modificarem o rumo da história.

Agora, finalmente, vamos falar sobre a Freedom Force. A Freedom Force não é um programa acadêmico, ou um clube de estudos, ou um comitê para escrever cartas, mas é uma rede de guerreiros ideológicos e uso esta palavra com muito cuidados, cujo objetivo é nada menos do que chegar ao poder. É por isto que a divisa da Freedom Force é uma expressão latina que diz Imponentes defendere libertatem no possunt, o que significa “Aqueles que não têm poder não podem defender a liberdade”. Permita-me repetir isto, pois é o ponto fundamental desta minha apresentação: “Aqueles que não têm poder não podem defender a liberdade”.

Agora, todos nós nos lembramos que Lord Acton advertiu que o poder corrompe e que o poder absoluto corrompe absolutamente. E isto é verdade, não há nada mais corruptor do que o poder. Todavia, aqui estou eu diante de vocês para dizer que precisamos procurar alcançar o poder. O quão perigoso isto pode ser? A resposta é que é perigoso. Ter armas é perigoso; muita gente morre com armas. Uma coisa ainda mais perigosa é não possuir armas. O poder político é perigoso; se sair do controle, pode corromper as pessoas. A única coisa mais perigosa é não possuir poder. Sim, o poder é perigoso e qualquer rumo de ação que considere isto sem reconhecer esse perigo e sem tomar medidas específicas para garantir que aqueles de nós, que estejam envolvidos, não sejam ou não possam ser corrompidos pelo poder que buscamos, cometem um grande erro. Nosso movimento precisa incorporar ideias, conceitos e mecanismos que garantam que, aqueles de nós, ainda não, mas quando formos bem-sucedidos, em algum momento no futuro, e tenhamos recapturado o controle dos centros de poder na sociedade, precisamos ter mecanismos estabelecidos para que o poder não possa nos corromper, pois somos corruptíveis. Como fazemos isto?

Bem, acho que a Constituição Americana foi um bom passo na direção correta, mas ela não é perfeita [e a nossa, uma verdadeira colcha de retalhos, socialista – mas é a única de que dispomos, e é ela que está sendo vilipendiada pelos que deveriam protegê-la e seguir]; podemos ver que ela não é perfeita, ou não teríamos perdido os princípios que estão envolvidos. Há imperfeições nela. Acredito que os homens que redigiram a Constituição [EUA] eram brilhantes. Não acredito que já tenhamos visto outro grupo de homens de grandes mentes e intelectuais na história. Mas, apenas por que isto é verdade, não significa que o documento que eles criaram seja absolutamente perfeito em todos os aspectos. Posso ver que uma falha na Constituição, em minha opinião, é o fato de ser um documento administrativo, em vez de um documento de ensino. É possível ler a Constituição sem compreender os princípios ideológicos que estão incorporados dentro dela. Para compreender por que aqueles artigos foram colocados ali você precisa ir a outra parte — aos Federalist Papers, às cartas particulares escritas pelos Pais Fundadores, aos debates que ocorreram enquanto a Constituição estava sendo elaborada [o brasileiro desconhece, mas TAMBÉM temos estas cartas referentes à confecção da nossa Constituição]. É ali que você encontrará os argumentos em defesa do individualismo, em defesa da liberdade, mas isto não pode ser encontrado na própria Constituição — ali estão apenas os mecanismos. Mesmo se exigíssemos que as crianças em idade escolar lessem a Constituição, o que não fazemos, infelizmente, mas mesmo se fizéssemos, elas não saberiam, lendo a maior parte, nada sobre isto para colocar em seus corações e mentes. Mas, se a explicação racional de todos aqueles artigos tivesse sido escrita na Constituição, talvez como anotações laterais, por exemplo assim: “Estamos fazendo isto por causa disto, disto e disto”, acredito que teríamos uma boa chance de sobrevivência. Mas, a coisa mais brilhante sobre a Constituição Americana é que ela é um documento negativo. Ela não outorga poder; pelo menos não a Carta dos Direitos. A Carta dos Direitos não outorga poder; ela limita o poder. Ela não diz: “O Congresso fará isto, isto e mais isto”. Ela diz: “O Congresso não fará isto, nem isto, nem isto”. Sim, essas limitações do poder tornam este conceito merecedor do nosso apreço.

Acho que foi Thomas Jefferson que recebeu uma carta de um amigo logo após a elaboração da Constituição. A carta dizia: “Caro Jefferson, agora que temos nossa Constituição, como podemos ter a certeza que somente homens bons serão eleitos para o governo?” A resposta de Jefferson foi quase irada: “Não me fale sobre homens bons; ao contrário, vamos amarrá-los e impedir que façam mudanças na Constituição”. O que ele estava dizendo, em essência era: “É claro que teremos alguns malandros concorrendo ao cargo; é claro que alguns deles serão eleitos. Qualquer sistema que dependa somente da eleição de homens bons e de anjos para o governo é um sistema tolo e não vai funcionar”. Os Pais Fundadores sabiam disto, de modo que criaram um sistema que dificultava mudanças na Constituição, um sistema que deveria amarrar os políticos e evitar que eles abusassem do poder que tinham recebido.

Como eu disse anteriormente, os Pais Fundadores fizeram um bom trabalho, mas não foi suficiente. Com a passagem do tempo aquelas amarras foram cortadas, uma de cada vez, por uma combinação de decisões da Suprema Corte [também isto ocorre no Brasil], pelas pessoas que não gostaram daquelas amarras e também devido à ignorância e apatia do público americano [brasileiros, também], que não compreendeu que havia amarras ali.

Portanto, temos um modelo. No mínimo, temos de estabelecer certos princípios que coloquem nosso programa em ação e eles serão princípios negativos. Precisamos ter um Credo da Liberdade, um conjunto de regras, um conjunto de restrições que amarrarão não somente nossos políticos no futuro, mas também aqueles de nós que estão na Freedom Force. Isto me levou finalmente à necessidade de criar algo chamado de Credo da Liberdade. O Credo da Liberdade é a bússola ideológica usada para guiar todos os nossos membros. Ela não é uma plataforma política, não é uma série de questões, como: “Devemos nos opor à imigração ilegal”, ou “Devemos apoiar o sistema da Previdência Social”. Não, estes são princípios, são princípios eternos e, se compreendermos esses princípios, poderemos usá-los como um gabarito para avaliar todas as questões que aparecerem, sejam hoje, amanhã ou daqui a cem anos. Portanto, a ideia é enfocar os princípios, não as questões e, certamente, não em personalidades. Não posso receber o crédito real por isto; tudo o que vou ler em seguida, e vocês reconhecerão muitas dessas ideias, vieram dos grandes pensadores do passado. Meu papel basicamente foi o de ler a literatura e tentar interpretar o que ela significa, organizar tudo, condensar e colocar em uma folha de papel. Isto foi fácil; precisei ‘só’ de 42 anos para fazer isto. É claro que não trabalhei constantemente, mas aqui está ele, o Credo da Liberdade.

Credo da Liberdade

– Acredito que somente os indivíduos têm direitos, não o grupo coletivo; que esses direitos são intrínsecos a cada indivíduo, não concedidos pelo Estado; porque, se o Estado tiver o poder de concedê-los, também terá o poder de negá-los, e isso é incompatível com a liberdade pessoal.

– Acredito que um governo justo deriva seu poder unicamente dos governados. Portanto, o Estado não deve se atrever a fazer algo além daquilo que os cidadãos individuais também têm o direito de fazer. Caso contrário, o Estado é um poder em si mesmo e torna-se o mestre, em vez de um servo da sociedade.

– Acredito que uma das maiores ameaças à liberdade é permitir que qualquer grupo, independente de sua superioridade numérica, negue os direitos da minoria; e que uma das principais funções de um governo justo é proteger cada indivíduo da cobiça e das paixões da maioria.

– Acredito que objetivos sociais e econômicos desejáveis são mais bem alcançados pela ação voluntária do que pela coerção da lei. Acredito que a tranquilidade social e a irmandade sejam mais bem alcançadas pela tolerância, persuasão, e o poder do bom exemplo do que pela coerção da lei. Acredito que aqueles que estão enfrentando necessidades são mais bem servidos pela caridade, que é dar do que é seu, em vez de por meio de políticas de bem-estar social, que dão o dinheiro de outra pessoa por meio da coerção da lei.

– Acredito que todos os indivíduos devam ser iguais diante da lei, independente de sua origem nacional, grupo étnico, religião, gênero, educação, status econômico, estilo de vida ou opinião política. Da mesma forma, nenhuma classe deve receber tratamento preferencial, independente do mérito ou da popularidade de sua causa. Favorecer uma classe em detrimento de outra não é igualdade diante da lei.

– Acredito que o papel apropriado para o governo é negativo, não positivo; defensivo, não agressivo. Ele existe para proteger, não para prover; porque se o Estado receber o poder de prover para alguns, precisará também tirar de outros, e uma vez que esse poder seja concedido, existem aqueles que o buscarão para seu próprio proveito. Isso sempre leva ao saque legalizado e à perda da liberdade. Se o governo for poderoso o suficiente para nos dar tudo o que queremos, também será poderoso o suficiente para tirar de nós tudo o que temos. Portanto, a função correta do governo é proteger as vidas, a liberdade e a propriedade de seus cidadãos; nada mais. O melhor governo é o menor governo […e agora, no Brasil, praticamente dobramos o número de ministérios; diga-se ‘cabides de empregos’].

Este é o Credo da Liberdade, da Freedom Force.

 

Vamos agora abrir uma sessão para perguntas.

Pergunta 1: O Sr. poderia nos dizer qual é o cronograma para um domínio mundial e qual será o quadro para nossas liberdades individuais?

Resposta: Minha resposta poderá surpreender vocês. Já aconteceu! Não é algo que vai acontecer. Já aconteceu há muito tempo atrás. Eles estão apenas elevando gradualmente a altura dos muros. Gradualmente, dia a dia, existem mais restrições, novas leis, mais regras e regulamentações. Chegará um tempo quando eles soarão a campainha e dirão: OK, a Nova Ordem Mundial começa hoje; mas ela já começou há muito tempo atrás… O que significa para nosso futuro é que viveremos em abjeto coletivismo, não muito diferente do que viveu o povo na Rússia Soviética nos anos 60’s e 70’s, com a diferença que teremos um padrão de vida um pouco mais alto por causa da qualidade do nosso sistema econômico, mas mesmo assim, acredito que estamos caindo, porque em um sistema coletivista, tanto a produção quanto os serviços deterioram e acredito que terminaremos de forma parecida como um país do Terceiro Mundo, que é o que eles querem — todos os países com aproximadamente o mesmo padrão: o povo nas suas rédeas!

Pergunta 2: Onde O Criador se encaixa em tudo isto? Quando nossa Constituição foi escrita, ela foi baseada no fato que as pessoas governam a si mesmas como indivíduos, por causa dos Dez Mandamentos e por causa da crença em O Criador. E agora o nosso país está tentando cuidar e prover para todos conforme exige “Lenin”. Como o Criador se encaixa nisto? Porque Ele permite isto aconteça?

Resposta: Esta é uma grande questão… Os coletivistas são inimigos mortais de todas as religiões, por que reconhecem que quando as pessoas têm fé religiosa, elas são leais a alguma outra coisa que não ao Estado e os coletivistas não gostam disto. O Estado precisa ser tudo; o Estado precisa ser a religião; a pessoas precisam literalmente adorar ao Estado para serem salvas. Alguns dos primeiros autores que escreveram sobre este tópico disseram isto, em linguagem bem clara — que o coletivismo precisa ser a nova religião do homem. Eles foram bem claros nisto. Logicamente, vemos que os coletivistas se opõem a qualquer lealdade que divida as pessoas de afinidade ao Estado. Qualquer lealdade, como à família — se você tiver pessoas que procuram o suporte da família, em vez de o Estado, o Estado não gosta disto, porque agora você é independente do Estado. Portanto, acredito que por esta razão, existe uma hostilidade mortal dos coletivistas por todas as religiões, por que elas afastam o homem do Estado.

Pergunta 3: Para mim, parece que o Sistema de Companhias/Empresas Estatais é algo que precisa ser eliminado neste mesmo processo de recuperação das nossas liberdades.

Resposta: A questão basicamente é como as Estatais se encaixam no plano de recuperação. Logicamente, ela é um enorme obstáculo – são cabides de empregos para os ‘companheiros’ – que está no caminho; enquanto existir as Estatais, o poder completo da economia será colocado nas mãos daqueles que estão com o poder — os coletivistas que capturaram os centros de poder da sociedade. Como nos livramos as Estatais? Bem, não nos livramos dele enviando cartas de petições aos congressistas que votaram pela criação do sistema — eles estão dedicados a ele, estão comprometidos com ele, dependem dele, temem as pessoas que dirigem o Sistema (no Brasil, diga-se a Corte Suprema), devem suas carreiras políticas a essas pessoas. Você pode enviar cartas de petição, mas eles não farão nada para extinguir as Estatais. Portanto, o que fazemos? Temos de substituir os congressistas; mas para isto, precisamos de eleições limpas; coisa impossível quando este sistema ‘leninista’ se estabelece (toma o poder)! É por isto que precisamos retornar aos fundamentos e recapturar o controle dos centros de poder da sociedade…

Pergunta 4: Para mim, parece que o sistema teocrático é muito contrário às liberdades…

Resposta: O cavalheiro me pediu para comentar sobre o terceiro grande elemento no mundo do totalitarismo hoje — que é a Teocracia. Ele observou que eu disse que minha apresentação se aplicava ao mundo ocidental. O Ocidente está infectado pelo coletivismo, mas grande parte do restante do mundo tem de contender com a Teocracia — e o resultado final para as pessoas que vivem sob os dois sistemas é muito parecido — e isto não inclui a liberdade; e, de diferentes formas, eles justificam a restrição dos esforços humanos e das atividades humanas. No sistema coletivista, eles dizem que você precisa ser obediente ao Estado, porque o Estado representa o bem maior da sociedade, o bem maior do maior número de pessoas. Mas, no sistema Teocrático eles dizem que você precisa ser obediente ao Estado, porque o Estado representa a vontade de ‘deus’. De ambos os modos, precisamos ser subservientes às vontades do Estado, mas as vontades do Estado sempre são determinadas por aqueles que detêm o poder do Estado. Novamente, isto também se resume a muitos servirem a alguns poucos. Apenas a forma exterior é que é diferente.

Pergunta 5: A regra do ouro diz que aquele que possui o ouro faz as regras. O que você acha que acontecerá com o preço do ouro nos próximos anos? Ouro e prata. Sou um corretor e trabalho com compra e venda de ouro e prata; tenho de comprar lingotes para meus clientes. Gostaria de saber o que o Sr. acha que vai acontecer. Em algum ponto no futuro será proibido possuir ouro e prata? A China está comprando ouro, a Índia está comprando ouro alucinadamente, nos EUA as pessoas estão começando a comprar ouro, porque o dólar está valendo cada vez menos. O que o Sr. acha que vai acontecer?

Resposta: Bem, o que eu acho? Se há um lugar para os preços do ouro e da prata irem, esse lugar é para cima. Aqueles que dominam esse mercado estão vendendo opções físicas, mas tomem cuidado com amoeda digital esta sim é que vai dominar o mundo… Veja, as moedas nacionais exige-se que tenha o seu lastro correspondente em ouro… Se um país emite papel moeda, sem este lastro, ele está gerando infração… No entanto, nos EUA, o dólar é a única moeda mundial que não nunca teve este lastro… SE de repente o mundo todo resolver trocar seus dólares, ou cobrar as suas dívidas, será um caos mundial!  E é ai, então, que a moeda virtual entra: Mesmo sem lastro, ela permanece devida à ganancia dos homens…

A outra pergunta é ainda mais interessante. Possuir ouro e prata vai se tornar ilegal no futuro? Acredito que eles tentarão isto. Por que não fariam? Se você estivesse no lugar deles, não tentaria isto? Depende apenas se haverá ou não oposição suficiente do público, mas eles também podem rechaçar isto. Portanto, acredito que eles tentarão… Por enquanto estamos nas mãos deles!

Portanto, a resposta é, lembrem-se, não há solução, exceto recapturar o navio. Se você acha que poder pegar todo seu ouro e prata e sair para enfrentar as ondas e a tempestade, isto não funcionará. Precisamos recapturar o controle do navio.

Agora, voltando à estratégia: Recapturar o Navio. Não se sinta desanimado com os números pequenos. Não precisamos de 51% da população do nosso lado. Não precisamos nem mesmo de 51% dos eleitores. A maioria nunca decide coisa alguma… Sabemos disto! Quem decide são aqueles que lideram a maioria. Este é o ponto de tudo isto. A hierarquia coletivista faz isto selecionando os candidatos, moldando as questões e controlando o fluxo das informações. Eles são aqueles que detêm o poder. Eles constituem menos de 1% da população. Tudo o que precisamos fazer é olhar para as Redes Sociais como um exemplo. Este é nosso modelo a seguir. É a forma como foi feito. É assim que vamos fazer. O coletivismo e a liberdade são inimigos mortais; somente um sobreviverá. Todos os que estão aqui serão forçados pelos eventos a tomarem uma decisão. Não fazer nada é uma decisão em si mesmo; é uma decisão automática; é uma decisão que nos colocará em servidão. Se vocês decidirem se levantar em defesa da liberdade, então a liberdade espera por vocês, ao COMPARTILHAREM (e ler) esta crônica… “Compartilhar” é a nossa única arma!!!

Para encerrar, quero dizer que o futuro está chamando. Você consegue ouvir? Eu o ouço todas as manhãs. Eu o ouço durante o dia inteiro. Ouço as vozes dos meus netos e dos netos deles. Ouço a voz dos nossos irmãos, indignados com a impressa aparelhada, diariamente. Eles me chamam e perguntam: “O que aconteceu com minha liberdade? … o que você está fazendo?” Em minha mente, posso me ver respondendo: “Aguardem, aguardem! Estou fazendo tudo o que posso por vocês”. Mas, não consigo ouvir as vozes de ninguém mais, ajudando! Eu me pergunto se o mundo se tornou tão ensurdecido pelo som das caixas registradoras, da música, dos eventos esportivos, dos programas enlatados e mídias sociais tendenciosas, que não consegue mais ouvir. Bem, eu ouvi e já dei minha resposta para todos eles. Agora, eu ficaria muito feliz – e esperançoso – se você ‘somar’ a sua voz à minha para que juntos, possamos responder aos nossos descendentes e irmãos que estão sendo perseguidos, dizendo: “Aguardem, aguardem, estamos fazendo tudo o que podemos e …não os decepcionaremos”.

Amnao!

 

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