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Um ‘deus’ machista [patriarcal] ou espaço para a ‘sororidade’?

Edição de oCaminho

Apesar do conceito veterotestamentário de patriarcado ser uma compreensão estrutural da família do antigo Yaoshor’ul completamente diferente daquilo que o feminismo pós-moderno buscou desacreditar bruscamente nas últimas décadas, o foco da organização familiar bíblica é muito mais “patricentrista” do que “patriarcal”.

O termo “patriarcado” significa na Escritura hebraica um modelo de família baseado no governo do “pai”; onde a autoridade (que é diferente de posse) e a responsabilidade de exercer uma “liderança serviçal” era a sua maior missão e lhe dava toda razão de existir. Isso não significa que todos os pais apresentados no AT conseguiram cumprir bem o seu papel, até porque a presença do pecado nos impede de obedecer ao Criador, integralmente ( é assim, até hoje); porém, é necessário conhecermos a fundo as Escrituras para compreendermos a Palavra de UL.

O que mais nos chama a atenção é que o conceito bíblico se tornou uma barreira a ser derrubada por pessoas que, a despeito do discurso combativo que possuem, negam toda a moralidade familiar saudável em sua prática de vida ou em suas histórias. Pessoas que jamais compreenderam na prática o amor paterno mas que almejam enfrentar um pseudo inimigo ideológico que não existe.

O que na verdade existe são seres humanos maus, independentemente de uma imposição ideológica ou cultural; no entanto, o que temos de presenciar em nossos dias,  é uma proclamação universal da falência da instituição familiar (cristã) com o uso de um termo – patriarcal – estritamente bíblico, portanto com fundamentos histórico-cultural e principalmente contextual, para fins de argumentações filosófico/políticas que atacam e condenam definitivamente um termo por simplesmente acharem que aquilo que acreditam ser patriarcado, seja o que de fato significa (Rm 1:22).

Contudo, o conceito mais adequado de uma estrutura familiar do AT se encontra num termo que é desconhecido pelo movimento feminista: “o patricentrismo”.

É nesta expressão que vemos melhor o que  Criador estabeleceu na cultura do Antigo Yaoshor’ul no que tange ao modelo ideal de família. Daniel Block diz que o “patricentrismo reflete, de modo mais adequado, a disposição bíblica normativa em relação ao papel do cabeça da família em um lar em Israel” – [BLOCK, “Marriage and Family in Ancient Israel”, p. 41]. Podemos compreender que o pai assumia o centro da vida familiar, fazendo com que a comunidade fosse formada em torno dele e nele se caracterizasse em todos os aspectos.

Mesmo com o AT dando esta preeminência à figura paterna na vida familiar, o poder do pai nunca foi enfatizado. Em vez de agir como um ditador ou um déspota, nas famílias obedientes ao crivo da Escritura, o pai e o marido inspiravam segurança e confiabilidade sobre todos os seus componentes (Jó 29:12-17; Sl 68:5-6). O ponto não era em relação aos privilégios e poderes do pai, e sim sobre as responsabilidades relacionadas à sua liderança.

O pai possuía algumas responsabilidades essenciais. Block relaciona nove, mas destacarei quatro e acrescentarei o principal, raramente observado:

  • Instruir a família na tradições do êxodo e nas Escrituras;
  • Suprir as necessidades básicas da família: alimento, abrigo, roupas e descanso físico;
  • Defender a família de ameaças externas;
  • Preservar o bem-estar dos membros da família e a condução harmônica da unidade familiar.
  • Ele, o pai, era criado e educado para ser o sacerdote do lar!!!

Poderíamos aprofundar mais o conceito bíblico do pai na família veterotestamentária, citando suas responsabilidades em relação à mulher, aos filhos homens e às filhas, mas vamos ficar por aqui. O mais importante é saber que o pai no AT é uma figura-sombra do Pai celestial, para demonstrar às nações que, quem estabeleceu a criação, também determinou o padrão correto de família. Ir contra a Bíblia é como dar um tiro no pé; é fazer uso de uma arma letal para a realizar a autodestruição da espécie humana.

Mas, o que realmente nos interessa é nos aprofundar no papel da mulher nas Escrituras (na família veterotestamentária!;

Antes, porém, vamos esclarecer o significado de “sororidade” que aprece no título deste estudo:

O significado de sororidade vem sendo explicado como “união entre as mulheres”. Na sua origem, em latim, ‘sóror’ significa irmã, por isso, o sentido de irmandade entre mulheres ou união entre ‘irmãs’.

Segundo a pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília (UnB) Marjorie Chaves, o termo representa o olhar coletivo de ajuda e apoio mútuo às mulheres. Para ela, a prática da sororidade é o caminho para mobilizar e resguardar direitos femininos. Diz…

“A sororidade é capaz de causar transformações em favor das mulheres e também de resguardá-las de abusos e violências comuns de uma sociedade patriarcal e racista como a nossa” – [G1, 08/03/2020].

Nota-se aqui nesta citação, a posição tendenciosa das “minorias” como pessoas como ela, se auto classificam.. Mas desde quando nas Escrituras temos tais minorias? Para o ETERNO, todos nós somos iguais e o próprio Criador disse: O Eterno não faz acepção de pessoas! (At 10:34). E, foi preciso uma ação enérgica, radical, para que Kafos assim entendesse e deixasse de ser preconceituoso. Esta atitude de Kafos nos mostra que muitas vezes o preconceito parte da própria ‘minoria’ (os judaicos cristãos estavam em minoria em seus dias) e assim, primeiro se isolam; e depois discriminam… E isto, não sem deixar patente um certo grau de soberba (não de superioridade)! Julgava-se o ‘último biscoito do pacote’ e só a ele deveria ser dispensado a graça!

Mas, continuemos falando da mulher e o seu papel na família ‘patriarcal’:

 

OS DEVERES DAS ESPOSAS

A mulher também tem deveres a cumprir no casamento. Suas responsabilidades matrimoniais incluem:

  1. Ser ajudadora
  2. Ser submissa
  3. Ser administradora do lar
  4. Ser ‘amante’

…e, ao fim acrescentaremos a principal delas!

 

O Criador achou que não era bom que o homem vivesse sozinho, e decidiu arranjar-lhe uma companheira que vivesse com ele. … Contudo para si próprio o homem não encontrou uma companheira que lhe conviesse. Então o Criador fez o homem cair num profundo sono, tomou-lhe uma costela de um dos lados e tornou a fechar a carne nesse lugar. Dessa costela fez uma mulher e trouxe-a ao homem. Esta sim, exclamou Adan. Esta é parte dos meus ossos e da minha carne. O seu nome será mulher. Foi tirada do homem! Gn 2:19-23 ESN [Escrituras Sagradas segundo oNome; EUC (Edição Unitariana Corrigida by CYC)]

 

  1. A ESPOSA DEVE SER AJUDADORA DE SEU MARIDO

Destacaremos, como primeiro dever da esposa, a responsabilidade de ser uma ajudadora de seu marido, uma vez que esta é a primeira menção que o próprio Criador faz acerca de seu papel no matrimônio:

“Disse mais UL: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2:18).

Isso não apenas reforça o fato de que a liderança do lar pertence ao homem na condição de cabeça, como também ressalta a importância da mulher no contexto matrimonial. Quando apontamos para o fato do homem ser o cabeça do lar, lamentavelmente percebemos que, aos olhos de alguns, tanto homens como mulheres, isso soa com um certo tom depreciativo, quase como se a mulher fosse uma mera espécie de “serviçal”. E o fato é que esta visão distorcida tem influenciado não apenas aqueles que assim ‘entendem’, como também seus próprios matrimônios! Ao definir a mulher como ‘ajudadora’, o Criador não a estava rebaixando; pelo contrário, Ele estava justamente exaltando-a!

Ao mostrar – a Adan –  que o homem precisava de uma ajudadora, o Criador definiu não apenas a incapacidade do homem de fazer tudo sozinho, como também revelou que não havia ninguém mais qualificada para exercer este papel de ajudadora do que a mulher. Em outras palavras, o Criador estava declarando que a mulher tem algo a oferecer para o andamento do lar que o homem não tem!

Estar sob um ‘cabeça’ (uma autoridade) não desmerece ninguém! O marido tem como seu cabeça a Cristo e o próprio Cristo tem como cabeça o Pai (I Co 11:3) e, embora haja clara distinção na cadeia de comando, também diz que o marido e sua esposa são um (Gn 2:24).

Ajudando na tomada de decisões:

Embora muitos maridos de “cabeça-dura” não entendam isto, o Criador criou a mulher para ajudá-lo em tudo, até no governo do lar – obviamente não usurpando sua autoridade, mas contribuindo com a sugestão de bons conselhos. Precisamos desenvolver no lar a visão de equipe. Vemos no Novo Testamento que as igrejas eram governadas pelos presbíteros/diáconos (I Tm 5.17) que compunham as equipes ministeriais; note o aspecto plural quando as Escrituras mencionam os presbíteros e você vai descobrir que ninguém estava no governo de uma igreja sozinho. Os lugares onde isto parece ter acontecido sempre demonstravam ter distorções (III Jo 9).

Contudo, vemos nos capítulos dois e três do livro de Apocalipse que, ao tratar com aquelas sete igrejas da Ásia, o Criado, Yaohu’shua, se dirigia ao “anjo”, ao “mensageiro” da ‘igreja local’ – a oholyao. Este fato nos faz perceber que dentro de uma equipe ministerial há sempre o que chamamos de uma “voz maior”, alguém encarregado de uma responsabilidade maior (e que também será cobrado pelo Criador em um nível diferenciado). Em nossas oholyaos, denominamos esta pessoa como os “anciãos”. Eles não governam sozinhos, porque sabe que isto é contrário à sabedoria divina (Pv 18:1) que nos ensina que a sábia direção está na multidão de conselheiros” (Pv 11:14). Contudo, nenhum dos conselheiros podem usurpar sua autoridade e a responsabilidade de tomar a decisão correta será cobrada do líder congregacional [rosh], não de seus ajudadores.

No casamento temos algo parecido. A visão bíblica do homem como cabeça do lar não é algo do tipo “o homem sabe tudo e a mulher fique de boca fechada”. Pelo contrário, a Palavra do Criador nos mostra claramente que o homem não está sempre certo, e precisa de conselhos (obviamente não de uma mulher que “tome as rédeas” do lar). Se Nabal tivesse ouvido sua mulher Abigail, não teria experimentado o fim trágico que teve por ser tão cabeça-dura (I Sm 25:2-42). Assim, neste sentido é que temos tantos exemplos bíblicos que nos foram deixados.

Veja a questão de Pilatus, por exemplo. Tirando o fato de que a farsa de seu julgamento permitiu o cumprimento das Escrituras (o sacrifício de Cristo), vemos como o Criador foi justo com ele. Sua mulher mandou-lhe um recado importantíssimo na hora do julgamento:

“E, estando ele no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito”  (Mt 27:19).

Aquele governador romano estava para cometer o que, talvez, possa ser chamada de a maior injustiça não só da história dos tribunais de Roma, mas de toda a humanidade (e em todos os tempos) e, ainda assim, o Criador usou a esposa deste homem para adverti-lo! O fato dela dizer que sofreu nos sonhos, chamar Yaohu’shua hol’Mehushkyah (o Messias) de justo, pedir ao esposo que não se envolvesse, tudo mostra que ela recebeu uma advertência divina e ele – Pilatus – assim procedeu: Não vejo pecado nEle; lavo as minhas mãos… Mt 27:25. Sha’ul diz aos coríntios que, se os poderosos deste mundo (o que é clara referência às autoridades judaicas e romanas) tivessem conhecido ao Criador da Glória, jamais O teriam crucificado. Isso mostra que, mesmo a Escritura prevendo como estes homens errariam – e assim, cumpririam as Escrituras -, não foi o Criador quem os induziu a isto. Ao contrário, Ele até mesmo advertiu Pilatus quanto ao que ele estava por decidir; e, as responsabilidades eram única e exclusiva da nação judaica!

Mas o ponto principal que destacar neste ocorrido é o seguinte: se a mulher aconselhar e advertir seu esposo, quanto a uma decisão a ser tomada, ela está errando? Ela está desrespeitando sua autoridade? É claro que não! Se fosse errado o Criador não teria falado com ela! E há outros exemplos na Palavra do Criador sobre a mulher participar (com sua opinião e conselhos) da decisão a ser tomada pelo marido. É o caso de Abrul’han e Soro’ah, por exemplo. Na hora de tomar a decisão de mandar Agar e Ishma’ul para longe de Yatzkh’aq, o patriarca fica com o coração pesado e sua esposa o encoraja a tomar a decisão; então o Criador fala com ele acerca do assunto:

“Disse, porém, o Criador a Abraão: Não te pareça isso mal por causa do moço e por causa da tua serva; atende a Soro’ah em tudo o que ela te disser; porque por Yatzkh’aq será chamada a tua descendência”  (Gn 21:12).

Ao dizer “atende a Soro’ah em tudo o que ela te disser”, o Criador, em outras palavras, estava dizendo a Abrul’han: “sua mulher está certa, está coberta de razão; e você deve ouvir seu sábio conselho”. Se fosse inaceitável que a mulher ajudasse ao marido, com sábios conselhos, quanto a tomar a decisão correta em seu governo do lar, você acredita que o Criador da família falaria assim com Abrul’han?

Isso não significa que a esposa tenha sempre a razão, da mesma forma como o marido também não tem, pois nenhum ser humano, em sua limitação e falibilidade, tem esta capacidade! O que estou dizendo é que há uma clara sinalização bíblica de que, no mínimo, a mulher possa opinar para ajudar seu marido nas escolhas. Falarei mais adiante acerca da importância do acordo entre o casal, mas aqui quero apenas destacar a participação da mulher como ajudante-conselheira do marido.

O papel de ajudadora da mulher é mais do que participar na distribuição de tarefas. Envolve também, além da função de conselheira, o aspecto de encorajadora. O marido não pode edificar seu lar sozinho, isso é algo muito claro na Palavra do Criador:

“A mulher sábia edifica sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba”  (Pv 14:1).

Algo que a mulher, na condição de ajudadora, deve entender é que ela tem uma grande capacidade de edificar ou derrubar sua casa (não o prédio onde moram, mas o lar, evidentemente). Infelizmente, algumas esposas não tem sabedoria alguma – nem reconhecem que deveriam estar buscando por sabedoria através de conselhos de pessoas mais experientes (Tt 2:3-5) e mediante oração (Tg 1:5).

Muitos maridos não recebem nenhum encorajamento e motivação para nada na vida por parte de suas esposas; elas são, mulheres insensatas que estão, aos poucos, levando seu lar abaixo! Por outro lado, a mulher sábia sempre ajudará na edificação do seu lar, fazendo jus ao célebre ditado: “por trás (eu prefiro a expressão ‘ao lado’; apesar do termo não estar dizendo ‘atrás’) de um grande homem, há sempre uma grande mulher”. O que me faz lembrar a declaração de Matthew Henry: “A mulher foi feita de uma costela tirada do lado de Adan; não de sua cabeça para governar sobre ele, nem de seu pé para ser pisada por ele; mas de seu lado, para ser igual a ele, debaixo de seu braço para ser protegida, e perto de seu coração para ser amada”.

 

  1. A ESPOSA DEVE SER SUBMISSA A SEU MARIDO

Um dos deveres claramente abordados na Palavra do Criador é o de que a esposa deve submeter-se ao seu marido. E isto envolve mais do que respeito, reflete o entendimento de governo do lar e da cadeia de comando estabelecida pelo Criador:

“As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Criador; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido” (Efésios 5:22-24).

A expressão “cabeça” aponta para a questão da liderança. E nós, que tememos ao Criador e sabemos que devemos andar na Sua Palavra, não podemos nos amoldar aos valores mundanos de nossos dias de que não há distinção entre o homem e a mulher, no casamento. Há uma forma correta de andar no Criador:

“Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém, no Criador” (Cl 3:18).

É lógico que, do ponto de vista do valor que cada um de nós tem aos olhos do Criador, não há distinção alguma entre homem e mulher (Gl 3:28). Entretanto, as autoridades foram instituídas pelo Criador (Rm 13:1) e devemos respeitá-las! E isto não significa que, diante do Criador, as autoridades sejam pessoas de maior valor. Significa apenas que, em matéria de governo, elas estão numa posição diferenciada das demais (que são tão valiosas aos olhos do Criador como as que estão investidas de autoridade).

E, em matéria de governo do lar, o homem é e será sempre o cabeça, não a mulher. Esta ordem na cadeia de comando nunca pode ser quebrada. O apóstolo Sha’ul ensinava e determinava que a mulher não exercesse autoridade sobre o marido:

“A mulher deve aprender em silêncio, com toda a sujeição. Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem. Esteja, porém, em silêncio” (I Tm 2:11,12).

Nota de oCaminho: Sha’ul sempre aparece com citações polêmicas, a ponto de muitos o considerarem machista (muitos também o considera gay, por outras citações; estes precisam se decidir, conhecendo-o melhor); e, por isto Kafos nos trás uma constatação sobre a pessoa de Shaul, que nos alenta: …o nosso querido irmão Sha’ul já vos falou das mesmas, coisas em todas as suas cartas segundo a sabedoria que lhe foi dada. Há nelas até pontos que não são fáceis de entender e que certas pessoas ignorantes ou superficiais distorcem, tal como as outras palavras, e isso para sua própria ruína espiritual. II Pd 3:16.

Guerra de versões

Apesar da Versão Revista e Atualizada de Almeida apresentar a frase “não permito que a mulher exerça autoridade DE homem”, dando a entender que só o homem pode fazer isto, as versões em português NVI (Nova Versão Internacional), as versões de Almeida REVISADA (IBB) e CORRIGIDA (SBB), a versão espanhola de Reina Valera, a versão italiana de Giovanni Diodati, as versões inglesas King James, American Standard, Webster e várias outras enfatizam a mulher não poder exercer autoridade SOBRE o marido, o que permite que as mulheres ensinem e exerçam autoridade sobre os que não são seus maridos.

Na ESN (Escrituras Sagradas segundo oNome): “Porque as mulheres que se dizem dedicadas a YAOHUH devem tornar-se notáveis pelas boas obras que praticam. As mulheres devem escutar e aprender em silêncio e submissão. Não é apropriado que as casadas ensinem ou que dominem os maridos; que elas mantenham-se calmas” (I Tm 2:11,12). Lembramos deste conceito, repetido aos coríntios: “As mulheres devem ficar calmas durante as reuniões na oholyao. Não devem tomar parte nas discussões. Sejam submissas, tal como mandam a Tanakh. Se tiverem questões a apresentar, que o façam em paz como fazem aos seus maridos, em casa; não é próprio para as mulheres se exaltarem nos cultos da oholyao”. (I Co 14:34,35). Nas ‘almeidas’: … “as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar”; versões assim é que são ’machistas’ e assim, deturpam Sha’ul, a ponto de “mulheres” se levantarem contra os bons costumes morais das Escrituras e partirem à valorização do sororidarismo!!!

Se a mulher nunca pudesse ensinar ou exercer autoridade sobre nenhum homem, seria contraditório o que a Bíblia revela acerca de Débora, profetiza e que foi juíza em Yaoshor’ul.

Daí, a afirmação de Sha’ul a Yah’tam significa, portanto, que em hipótese alguma, nem mesmo no exercício do ministério, a mulher pode usurpar a autoridade do marido – que é o cabeça do lar, NO lar. Esta é a razão pela qual, ainda que aceitemos o ministério das mulheres e as reconheça no ‘pastorado’, NUNCA, em nosso ministério estabelecemos uma mulher com autoridade pastoral sem que o marido também o seja estabelecido. Não é bíblico, nem mesmo na oholyao (congregação), estabelecer uma mulher em posição de autoridade sobre seu esposo!

Mesmo se o marido não é cristão, o apóstolo Kafos ainda o reconhece como cabeça do lar, a quem a mulher deve ser submissa (assim como os homens devem se submeter aos governantes mesmo que eles não sejam cristãos):

“Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à Palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa.”  (I Pd 3:1)

Por isto, a palavra “submissão” deva ser melhor entendida. A palavra “submissão” que foi traduzida do original grego é “hupotasso”, e significa: 1) organizar sob, subordinar; 2) sujeitar, colocar em sujeição; 3) sujeitar-se, obedecer; 4) submeter ao controle de alguém; 5) render-se à admoestação ou conselho de alguém; 6) obedecer, estar sujeito. E, de acordo com o Léxico de Strong, ainda há uma importante observação acerca do uso desta palavra na época: “Um termo militar grego que significa ‘organizar [divisões de tropa] numa forma militar sob o comando de um líder’. Em uso não militar, era ‘uma atitude voluntária de ceder, cooperar, assumir responsabilidade, e levar um carga’”.

Quando olhamos para o conceito da palavra submissão, pode parecer exagerado e até assustador (mais para as mulheres do que para os homens). Mas devemos lembrar que a mulher deve se sujeitar ao marido como a Kehilah (Igreja) se sujeita à Cristo, por amor (Ef 5:22-24). Em contrapartida, o marido deve governar e exercer sua autoridade como Cristo! E quando olhamos para a liderança de Yaohu’shua, não vemos uma atitude de domínio, mas uma liderança servidora. Assim como Kafos advertiu os presbíteros a não serem dominadores do povo que governam (I Pd 5:3), entendo que também o marido não deve ser um controlador. Autoridade é liderança funcional, não domínio (já detalhamos isto no capítulo anterior).

No entanto, mesmo que o marido não levante um cetro de domínio em sua casa, sua autoridade deve ser respeitada. Sha’ul advertiu que quem resiste à autoridade traz sobre si condenação (Rm 13:2). Assim como os filhos devem honra aos pais, e isto traz bênçãos sobre suas vidas (Ef 6:1-3), também a esposa deve respeito ao seu marido (Ef 5:33) e isto também trará bênçãos sobre sua vida!

 

  1. A MULHER DEVE SER ADMINISTRADORA DO LAR

Nesta parceria do casamento temos o homem como cabeça e a mulher como sua ajudadora. Isto significa não apenas o auxilio da esposa por meio de conselhos, como também envolve distribuição de tarefas a cada um dos cônjuges. O fato do homem ser o responsável pelas decisões não significa que ele tenha que centralizar as tarefas. Algumas delas são claramente designadas às mulheres. Por exemplo, de quem é a responsabilidade de administrar o lar?

A Bíblia refere-se às mulheres como “donas de casa”; encontramos este tipo de afirmação tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento. A viúva que hospedou Uli’yah foi chamada assim (I Rs 17:17) e na epístola de Sha’ul a Tito, as mulheres, de forma generalizada também são assim denominadas (Tt 2:5). Isto não quer dizer que a casa seja só delas, mas que o dever e a responsabilidade do cuidado e condução do lar (com suas tarefas) pertence à esposa.

Encontramos textos bíblicos que falam do homem cuidando dos “trabalhos de fora” (Pv 24:27), que na época envolviam a lavoura, a caça e os negócios a serem feitos. É por isso que a mulher adúltera mencionada no Livro de Provérbios refere-se ao marido que foi viajar (Pv 7:19,20), porque isto era dever do homem e não da mulher. E quem cuidava da casa e dos filhos na ausência do marido (que tem como um dos seus deveres ser o provedor do lar), era a mulher.

O trabalho da mulher sempre foi uma parceria com o homem. Ele caça e pesca, ela cozinha. Ele apascenta o rebanho e ela cuida da tosquia e de recolher o leite. Ele colhe o fruto da terra e ela prepara. Ele traz tecido ou couro e ela confecciona as roupas. Os detalhes da economia, do funcionamento da indústria e do ganho do pão diário mudaram muito, mas a ideia divina de parceria permanece a mesma!

O Livro de Provérbios apresenta uma mulher que conduz com maestria a administração de seu lar:

“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias. O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho. Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida. Busca lã e linho e de bom grado trabalha com as mãos. É como o navio mercante: de longe traz o seu pão. É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas. Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com as rendas do seu trabalho. Cinge os lombos de força e fortalece os braços. Ela percebe que o seu ganho é bom; a sua lâmpada não se apaga de noite. Estende as mãos ao fuso, mãos que pegam na roca. Abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado. No tocante à sua casa, não teme a neve, pois todos andam vestidos de lã escarlate. Faz para si cobertas, veste-se de linho fino e de púrpura. Seu marido é estimado entre os juízes, quando se assenta com os anciãos da terra. Ela faz roupas de linho fino, e vende-as, e dá cintas aos mercadores. A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações. Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua. Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça”. (Pv 31:10-27)

A frase “atende ao bom andamento da sua casa” deixa muito claro este papel da administração do lar. Ficamos cansado só de ler esta lista de trabalho [com tantas ‘tarefas’, fica impossível sobrar espaço/tempo para a “depressão”]! É por isso que o texto diz acerca da mulher virtuosa: “e não come o pão da preguiça”. O trabalho do lar não é leve e nem tampouco insignificante. Não é tarefa para alguém despreparada. Se a mulher ajudar o marido na administração financeira  nas tarefas do dia a dia do lar, certamente fará com que os ganhos familiares se multipliquem!

A mulher ser boa dona de casa é algo que se aprende. E também era parte da mensagem pregada pelas oholyaos do primeiro século, desde o seu início:

“Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra do Criador não seja difamada” (Tt 2.3-5).

Alguns grupos cristãos são contrários à ideia das mulheres trabalharem fora. Não estou advogando isto, em hipótese alguma. A parceria de trabalho do casal, que apresentamos há pouco, mostra as mulheres desempenhando tarefas de alta responsabilidade e, com a mudança de configuração atual do modelo de trabalho e sustento, é justo que o envolvimento da mulher num mercado de trabalho também mude. Por exemplo, é evidente que elas já não tecem com as mãos toda a roupa da casa!

Portanto, a questão a ser abordada não é a esposa trabalhar ou não fora, e sim se o fato de trabalhar fora irá interferir em seus deveres como esposa (e mãe). Ao falar sobre o dever dos maridos, como provedores do lar, lembramos que – hoje – há muitas situações em que a mulher também trabalha fora e coopera com o sustento da casa. Não creio que isto seja errado desde que o cuidado do marido e dos filhos não seja comprometido (o que, infelizmente, não tem acontecido com muitos casais, onde a esposa trabalha fora).

Nestes casos – esposa realizando uma dupla jornada: lar & emprego (não necessariamente nessa ordem) – muita coisa deve ser ajustada… Na presença de filhos, ela não deveria estar trabalhando fora, deixando os primeiros anos da criação de seus filhos nas mãos estranhas de cuidadoras ou creches. Mas, quando os filhos estiverem já nos primeiros degraus escolares, certamente um período estará livre para suas atividades em empregos! Porém, muitas outras atividades comerciais podem ser conciliadas com o dia dia das tarefas do lar. E, nestes casos – esposa trabalhando fora – o MARIDO deve descer de seus “saltos altos” [jamais estamos nos referindo ao modernismo dos casais homos; uma aberração satânica] e ver que precisa se envolver com as tarefas do lar, ajudando suas esposas nesta dupla jornada! Afinal, são ou não uma só carne?

 

  1. A MULHER DEVE SER AMANTE DE SEU MARIDO

Na Lei dada a Mehu’shua (nunca ‘Lei de Moisés’ como as pentecostais ensinam) houve permissão tanto para o divórcio como para a poligamia (embora esta permissão envolvia o curioso fato de um homem ter mais de uma esposa mas nunca uma esposa ter mais de um marido). Porém, já vimos que Yaoh’shua declarou que na Lei dada a Mehu’shua, foi permitido estas coisas pela dureza do coração do homem e enfatizou que não foi assim no começo (nem seria mais assim a partir de então). O fato é que quando o Criador criou Adan, o presenteou com uma única esposa!

Em tempo, você sabem Quem (o Pai ou o Filho) criou o ser humano? Leia Jo 1:1-3,14. Hb 1:2 e Cl 1:15-20 e responda…

O plano divino é que cada marido tenha sua esposa e que cada esposa tenha seu marido, pois o que foge disto é prostituição (I Co 7:1,2). Porém, vale destacar que, justamente depois de estabelecer este fundamento de monogamia (e derrubar a prática da poligamia mostrando ser ela nada menos que prostituição), o apóstolo Sha’ul ensina uma das coisas mais importantes para proteger o matrimônio (agora do adultério, outra forma de impureza): uma vida sexual saudável, com fidelidade e também com intensidade – com qualidade e também com quantidade!

Mas aqui uma palavra de advertência às esposas. É claro que, sempre que generalizamos, acabamos sendo injustos com alguns. Mas, se o conselho serve para a maioria, deve ser dito. Se não servir para você, pessoalmente, pode ao menos ajuda-los a entender e ajudar os outros. O fato é o seguinte: muitas mulheres (cristãs) estão “empurrando” seus maridos (cristãos) para o adultério! Sha’ul declarou algo importante sobre a intensidade e frequência do ato conjugal que muitos casais não tem dado atenção:

“Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satan não vos tente por causa da incontinência” (I Co 7:5). E o esposo também  a respeitasse ‘naqueles dias’, cf lemos em Lv 15:19, 22-28.

O Criador mandou suprir esta necessidade de seu cônjuge, não mandou você boicotá-lo! Negligenciar a intimidade é dar brecha para que o inimigo entre num casamento. Mas muitas mulheres acham que devem decidir se o marido merece o momento de intimidade… Sexo é dever, é dívida inerente ao amor que você sente por ele! O prazer de qualquer marido (e vice e versa) é ver o outro feliz; e, muitas vezes, nos sacrificamos (deixando o EU de lado), para ver o outro feliz…

Veja: muitas mulheres que acham que o sexo deve ser uma recompensa ao comportamento do marido estão, na verdade, se prostituindo. Sei que isto parece muito chocante para algumas irmãs, mas deixe-me expor o raciocínio antes de você se defender (ou se ofender). Ao agir assim, estas esposas estão se vendendo em troca de um presente, de um favor, de uma atitude… Pode não ser por dinheiro, mas elas estão se vendendo! O sexo não é um negócio, mesmo que a “moeda” de troca seja emocional. Não pode ser fruto de uma mentalidade sanguessuga; é uma entrega, é uma expressão de amor (sacrificial, se for o caso), é uma doação – não uma venda (pois a partir do momento que tem haver algum tipo de pagamento, ainda que emocional, tornou-se uma venda).

Sei que há exceções, mas via de regra, as mulheres se omitem mais nesta área do que os homens. A explicação pode ser só natural, como diz o casal australiano Alan e Bárbara Pease (“Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor” – Editora Sextante) que afirmam o hipotálamo (região neurológica ligada ao apetite sexual) do homem chega, em alguns casos, a ser dez vezes mais desenvolvido que o da mulher.

De qualquer forma, independentemente de ser homem ou mulher, ou mesmo de qual seja o “ritmo” de cada um, a frequência da vida sexual deveria ser determinada não pelo seu próprio desejo, e sim pela necessidade de seu cônjuge [MARIDOS: Neste momento, pelo amor que você sente por ela, pense que o ’prazer’ dela deve vir primeiro. Não torne este momento em um sacrifício para ela]. Lembrando também de outro valor bíblico:

“A vida farta pisa o favo de mel, mas à vida faminta todo amargo é doce”  (Pv 27:7).

Se você mantém seu cônjuge saciado, suprido, pode surgir as mais tentadoras propostas de infidelidade e ele certamente vai pisá-las. Entretanto, para aquele que não tem sido suprido, qualquer oportunidade de pecado que surgir, e digo qualquer mesmo, pode ser muito atraente e sedutora!

A palavra hebraica traduzida para a vida “farta” é “ebs”, e significa: “saciado, satisfeito, empanturrado, farto”. A mulher deve proteger seu marido de outras mulheres e da tentação maligna não só orando por ele, mas servindo-o muito bem nesta área.

Se, você esposa, leu isto até aqui e não entendeu a nossa colocação, pense, foi apenas um conselho de como agir na vida sexual, em seu matrimônio; mas, SAIBA que tudo isto que foi exposto aqui vem de Sha’ul aos corintios, cap 7; Leia o capítulo todo e observe – maridos & esposas – que tudo ali, foi dito de modo recíproco, ou seja: o que se aplica à esposa, aplica-se ao marido; e vice e versa, POIS são agora uma só carne! Gn 2:24.

Mas, vamos agora ao principal papel [o 5º] da esposa, no lar: a EDUCAÇÃO dos filhos…

 

  1.  O PAPEL DA MÃE NA CRIAÇÃO DOS FILHOS

É pela educação que o ser humano conquista e desenvolve as suas faculdades. O Criador quis que isso fosse feito, antes de tudo, pelos pais e, de modo especial, pela mãe. Hoje, muitas mães são obrigadas a criar sozinhas os seus filhos, porque são “órfãos de pais vivos”. Assim, sua missão se torna mais importante e ainda mais árdua. Nesse caso, o papel materno tem sua importância triplicada. Ela (mãe), muitas vezes, tem de desempenhar o papel do pai e o dela mesma.

Certa vez, Michelangelo viu um bloco de pedra e disse aos seus alunos: “Aí dentro há um anjo, vou colocá-lo para fora!”. Depois de algum tempo, com sua genialidade de escultor, fez o belo trabalho. Então, os alunos lhe perguntaram como tinha conseguido aquela proeza. Ele respondeu: “O anjo já estava aí, apenas tirei os excessos que estavam sobrando”. Educar é isso, é ir com paciência e perícia tirando os maus hábitos e descobrindo as virtudes, até que o “anjo” apareça!

Afinal, o que significa educar?

Michel Quoist afirma “que não é para si que os homens educam os seus filhos, mas para os outros e para o ETERNO”. Portanto, educar é colaborar com o Criador! É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais.

 

Educar é promover o crescimento e o amadurecimento da pessoa humana em todas as suas dimensões: material, intelectual, moral e religiosa. Por isso, educação não se recebe só na escola, mas, principalmente, em casa. De vez em quando, ouve-se alguém dizer: “Ele é analfabeto, mas é muito educado”.

Não adianta ser ‘doutor’ e não saber tratar os outros como gente, não saber cumprir com a palavra dada, não se comportar bem; trair a esposa e os filhos, não ser gentil, não ser afável etc. Sem dúvida, a educação é a melhor herança que os pais devem deixar aos filhos. Essa ninguém pode lhes roubar nem destruir.

Educar é um ato de amor acima de tudo

O livro de Provérbios, capítulo 19, versículo 18, ensina aos genitores: “Corrige a teu filho enquanto há esperança; mas não te incites a destruí-lo”. Em Pv 28:17 repete … “Corrige a teu filho, e ele te dará descanso; sim, deleitará o teu coração”; e, em Hb 12:6 temos a atitude do ETERNO para conosco! …”Porque YAOHUH corrige aquele a quem ama, e castiga àqueles que reconhece-O como sendo seus filhos”!

A educação visa, principalmente, colocar o homem no caminho do bem e da virtude, do qual ele sempre tende a se desviar. É aos pais que cabe, sobretudo, dar início a essa tarefa na vida dos filhos.

Educação é uma obra do coração, uma atividade de fé

Diz-se que atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher, mas é preciso não se esquecer de que “essa mulher”, mais do que a esposa, é mãe…

É no colo da mãe que a criança precisa aprender o que é a fé, aprender a orar e a amar tanto ao ETERNO, quanto ao eu Filho (nosso Criador Redentor) e assim, as pessoas. É no colo da mãe que o homem de amanhã deve aprender o que é a retidão, o caráter, a honestidade, a bondade, a pureza de coração. É nos braços da mãe que a criança aprende a respeitar as pessoas, a ser gentil com os mais velhos, a ser humilde, simples e a não desprezar ninguém. É no seio da mãe que o filho aprende a caridade, a vida pura da castidade, o domínio de todas as paixões desordenadas e a rejeitar todos os vícios.

É a mãe, com seu jeito doce e suave, que retira da sua plantinha o que de mal tem crescido: a erva daninha da preguiça, da desobediência, da má-criação, dos gestos e palavras inconvenientes. É ela que vai lhe ensinando a perdoar; a superar os momentos de raiva sem revidar; a não ter inveja dos outros que têm mais bens e dinheiro. É a mãe que, nas primeiras tarefas do lar, ensina ao filho o caminho redentor do trabalho e a responsabilidade.

Em nossas casas, tem penetrado, sorrateiramente, uma sistemática pregação de antivalores por algumas TVs e, mais do que nunca, é necessário uma mãe atenta para combater tudo aquilo que prejudica a educação dos seus filhos. Mais do que nunca, ela precisa saber conquistá-los, não por aquilo que lhes dá, mas por aquilo que é para eles: amiga de todas as horas, consoladora. Saiba sempre corrigir o seu filho, mas que nunca seja na grosseria, com gritos ou com humilhações; e jamais o faça na frente dos outros. Ef 6:4 – …e vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Criador.

Se você conquistar o seu filho a ponto de ele ter um sagrado orgulho de tê-la como sua mãe, então, você poderá fazer dele o que desejar.

Biblicamente…

Embora tecnicamente a obrigação de ensinar as Escrituras seja do pai, a educação mais eficaz é com frequência feita pela mãe. Como geralmente é ela quem passa mais tempo com os filhos e tem a vantagem de uma abordagem mais delicada de dar informação, ela está na melhor posição de transmitir a moral e os valores bíblicos. Até hoje, em Yaoshor’ul, cabe às mulheres manter e transmitir as tradições bíblicas…

Segundo a lei judaica, uma criança não é obrigada a cumprir nenhuma ordenança até atingir a idade adulta. Apesar disso, há uma orientação de origem rabínica, conhecida como chinuch, de os pais treinarem seus filhos a cumprir os mandamentos e assim, evitar fazer coisas que a Tanak proíbe.

Tradicionalmente, começam a ensinar crianças a partir dos três anos a recitar as bênçãos sobre vários alimentos e algumas preces básicas. É quando um menino começa a se portar como um judaico; e, e nessa idade que as meninas começam a acender as velas do Shabbo, função sempre feminina!

Antes dos três anos (do nascimento até este momento), a mãe ensinava os valores morais, pois a própria ciência – hoje – reconhece que a personalidade do ser humano é formada/consolidada até esta idade. O próprio ato de amamentar, bíblicamente, ia até esta idade: três anos… I Sm 1:23-24.

Assim, o menino, desde cedo adquiria os valores judaicos e estava apto a um dia constituir uma família, tornando-se antes de tudo, o sacerdote do Lar; e quando primogênito, o sacerdote tribal ou da família (algo como sumo-sacerdote). Foi esta prerrogativa – inerente à primogenitura – que Essav abriu mão (não a valorizou) e assim Yah’kof, assumiu; tornando-se o pai de Yaoshor’ul (Gn 32:22-30).

O próprio ritual do casamento bíblico tinha por parâmetros, estes objetivos. Veja:

  1. Ainda crianças seus pais entravam em um acordo pré-nupcial [que não podia ser quebrado] onde os pais prometiam seus filhos para se unirem, mediante um dote, e assim passavam a prepará-los para um dia constituírem uma família… Isto garantia que a união fosse dentro de suas tribos.
  2. Quando atingiam a puberdade, o menino passava por uma purificação, e entrava para a contagem do senso, com suas inerentes obrigações sócio-religiosas. Neste momento ocorria a segunda fase do casamento… Um grande festa pública era realizada e assim, a união estava publicamente anunciada. No entanto, o jovem casal não passaria a morar juntos, pois o ‘noivo’ ainda não tinha idade suficiente para assumir o sustento da família… Cada um voltava para a casa de seus pais. É nesta fase que Yao’saf e Maoro’eh se encontravam quando conceberam a Yaohu’shua!
  3. Após alguns anos, o noivo, já com condições financeiras, ia buscar o noivo! Era uma longa espera – da noiva pelo noivo; um fato usado por Yaohu’shua, na parábola das 10 jovens à espera do noivo – mas extremamente compensadora: havia uma solidez no casamento!

Amnao!

 

 

 

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